Os impactos provocados por fenômenos climáticos globais têm colocado cada vez mais em evidência a importância de governos e instituições discutirem ações para prever riscos, proteger vidas e garantir a estabilidade econômica e social. Cientistas preveem que o El Niño atual pode vir a ser um dos mais intensos das últimas décadas, e agir antes desses eventos extremos é parte fundamental da proteção das populações, na avaliação do presidente da Câmara de Marília, o vereador Danilo Bigeschi, o Danilo da Saúde (PSDB).
Neste fim de semana, inclusive, a Prefeitura e a Defesa Civil Municipal emitiram um boletim meteorológico especial alertando sobre altas temperaturas e baixos índices de umidade relativa do ar em grande parte do estado, especialmente no interior paulista. Preocupado com essas questões e atento à necessidade de planejamento antecipado, o presidente apresentou requerimento em que solicita ao prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) informações sobre a possibilidade de o município criar uma mesa permanente e intersetorial de discussão climática.
“Essa discussão envolverá as secretarias municipais pertinentes, e a proposta é a elaboração de planos de ação e contingência. Devemos considerar os alertas que vêm sendo emitidos pelas autoridades competentes sobre o El Niño, por exemplo. A mesa permanente é uma ferramenta estratégica para substituirmos o modelo reativo de resposta a esses fenômenos por uma atuação preventiva, que integre todos os atores envolvidos”, destaca.
O presidente do Legislativo ainda chama a atenção para os impactos diretos e graves que as mudanças no clima podem provocar na saúde das pessoas, como o aumento de infecções respiratórias e de doenças transmitidas por vetores, entre elas a dengue. Segundo o vereador, essas mudanças podem piorar crises respiratórias, aumentar os casos de gripe e causar desidratação e sobrecarga no sistema cardiovascular, elevando as internações, especialmente entre os mais vulneráveis. Alterações nos regimes de chuva e umidade também podem favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. A Secretaria Municipal da Saúde já vem se mobilizando para traçar estratégias destinadas a preparar e fortalecer a rede para o enfrentamento desse cenário.
Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o El Niño tem capacidade de influenciar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo, provocando desde secas severas até ondas de calor e tempestades extremas. Para Danilo da Saúde, transformar a discussão climática em uma pauta contínua e institucionalizada garante a continuidade das políticas de proteção ambiental e urbana.
“Essa medida permite a consolidação e a constante atualização do Plano de Contingência e do Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas, firmando um compromisso real com a segurança e o bem-estar da população. Criar um espaço de articulação contínua é fundamental para protegermos vidas, reduzirmos as vulnerabilidades, promovermos a alocação inteligente de recursos e mitigarmos prejuízos econômicos”, afirma.
O requerimento do presidente da Câmara de Marília será votado na sessão ordinária de segunda-feira, dia 31 de agosto.