Mais de 200 servidores foram mobilizados em Marília para as ações preventivas adotadas diante da tempestade prevista entre a noite de sexta-feira (11) e a madrugada deste sábado (12). Segundo balanço da Prefeitura, 78 famílias foram atendidas nas 16 escolas abertas para receber moradores de áreas de risco ou de imóveis vulneráveis.
O fenômeno não atingiu a cidade com a intensidade esperada. Não houve chamados ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), atendimentos nos hospitais por causa das condições climáticas nem intercorrências nos abrigos. Marília deixou a condição de risco vermelho e passou para o risco laranja, mas as equipes continuam de prontidão.
O Corpo de Bombeiros informou uma queda de árvore na rua Antônio Ribeiro dos Santos, no JK, zona Norte. A Defesa Civil também registrou uma árvore caída na rua José Gerônimo Péres, zona Sul. Não houve registro de pessoas feridas.
Os pontos de acolhimento receberam 2 mil colchões, além de travesseiros, cobertores e refeições. O Ginásio Neusa Galetti foi preparado como retaguarda para famílias que precisassem permanecer fora de casa por mais tempo.
A Saúde manteve um profissional em cada abrigo, com medicamentos, insumos e materiais. Também houve reforço das equipes das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Norte e Sul e das ambulâncias do Samu. A Assistência Social orientou pessoas em situação de rua a procurar a Casa Cidadã ou um dos pontos de acolhimento.
As medidas foram adotadas com base no Decreto Municipal 15.089, que cancelou aulas e eventos e alterou o funcionamento de serviços na sexta-feira. Com a redução do risco, a Prefeitura encerrou o Gabinete de Crise e iniciou a desmobilização das escolas e do ginásio. Os serviços municipais permanecem de sobreaviso.