Uma ocorrência registrada no último sábado (28) no Aeroporto Estadual de Marília “Frank Miloye Milenkovich” gerou divergências entre o Aeroclube de Marília e a concessionária Rede Voa sobre o acesso e a realização de atividades na área operacional do local.
O caso veio a público após o Aeroclube de Marília divulgar nota oficial na qual afirma que realizava atividade regular de instrução de voo a vela no momento da abordagem. Segundo a instituição, as aeronaves estavam devidamente regularizadas e os profissionais envolvidos possuíam licenças válidas junto à Agência Nacional de Aviação Civil, além de estarem identificados com credenciais.
De acordo com o Aeroclube, funcionários da concessionária estiveram no local durante a operação e apontaram uma suposta invasão da área, sendo acionada a Polícia Militar. A entidade sustenta que não houve irregularidade, risco à segurança operacional ou descumprimento de normas, e classificou a ação como uma tentativa de interromper atividades de ensino realizadas regularmente.
A Federação Brasileira dos Aeroclubes também se manifestou, afirmando que a atividade integra o sistema nacional de formação aeronáutica e que não configuraria invasão quando realizada com autorizações e certificações válidas. A entidade afirmou ainda que a interrupção ocorreu de forma indevida e sem o devido processo legal.
A Rede Voa também encaminhou posicionamento à imprensa. Segundo a concessionária, a situação foi identificada pelo CCO (Centro de Controle Operacional), que constatou a presença de cerca de 15 pessoas em área próxima à pista de pousos e decolagens, incluindo crianças, além de um veículo e uma barraca sem autorização prévia.
Ainda conforme a empresa, a equipe local orientou os presentes a deixarem o local, mas houve recusa inicial. Diante disso, foram acionadas a Polícia Militar e a Polícia Federal, sendo a desocupação realizada após negociação com os agentes de segurança.
A concessionária destacou que a área é considerada controlada, com acesso restrito mediante credenciamento e comunicação prévia, e afirmou que o Aeroclube não possui documentação vigente exigida para acesso direto à área restrita, conforme normas de segurança.
As versões apresentadas divergem quanto à regularidade da atividade e ao acesso à área operacional do aeroporto. Não foram divulgadas, até o momento, informações sobre eventuais autuações ou procedimentos decorrentes da ocorrência.