O SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização) de Marília rejeitou, pelo segundo ano consecutivo, a proposta de reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano, que previa aumento de R$ 5,75 para R$ 7,62. A decisão foi tomada durante reunião realizada na manhã de terça-feira (7).
O órgão, de caráter consultivo, analisou o pedido das concessionárias Grande Marília e Sorriso de Marília, que apontam aumento dos custos operacionais ao longo dos últimos anos, agravados recentemente pelos reflexos do conflito no Golfo Pérsico. Apesar da negativa, a decisão final sobre eventual reajuste cabe ao prefeito Vinicius Camarinha.
Após a rejeição, as empresas apresentaram uma alternativa para manter o valor atual da tarifa, baseada na criação de um subsídio municipal para custear gratuidades e descontos tarifários concedidos a grupos como estudantes, idosos, pessoas com deficiência e professores.
Segundo as concessionárias, essas gratuidades representam cerca de 38% da demanda total do sistema, impactando diretamente o equilíbrio financeiro da operação. As empresas também solicitaram a redução de viagens em horários de baixa demanda, como forma de conter custos, especialmente com o consumo de diesel.
Durante a reunião, foram discutidos ainda ajustes no sistema de transporte. Entre os pedidos, estão a alteração do itinerário da linha Maracá, operada pela Grande Marília, e a criação de nova linha ou itinerário para atender o bairro Santa Madalena, no caso da Sorriso de Marília.
Também foi proposta a ampliação da oferta de veículos e horários na linha do Campus Universitário, com intervalos mais curtos no período noturno, em razão do aumento de passageiros após a mudança de endereço da Etec para o Univem. Outro ponto definido foi a realização de estudos para adequação de horários e itinerários no atendimento ao condomínio Terras de Santana.
O SAF também deliberou que o cadastro de pessoas com deficiência permanente passará a exigir prova de vida a cada dois anos.
Além disso, foi informada a contratação, pela Emdurb, de uma fundação ligada à Escola Politécnica da USP para revisar a legislação vigente e elaborar estudo de viabilidade econômica do sistema. A proposta inclui a reestruturação do transporte coletivo, com possível criação de novas linhas, terminais e modelos de veículos.