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Combate ao greening avança no Estado; Herculândia tem histórico de ações

Foto: Defesa Agropecuária

O Governo do Estado de São Paulo anunciou o reforço das ações de combate ao HLB/greening, doença considerada a maior ameaça à citricultura mundial. A medida prevê a contratação de 28 novos profissionais que irão atuar em conjunto com a Defesa Agropecuária, ampliando o monitoramento, a fiscalização e as ações de controle sanitário em regiões estratégicas do Estado. Municípios como Herculândia já registraram, em ações anteriores, apreensões de mudas cítricas irregulares dentro do esforço estadual de defesa fitossanitária.

Com investimento estimado em R$ 3,6 milhões por ano, os profissionais serão distribuídos em seis equipes formadas por engenheiros agrônomos, inspetores de pragas e auxiliares administrativos. O objetivo é regionalizar as ações, intensificar as inspeções e reforçar o controle do psilídeo, inseto transmissor da bactéria causadora do greening.

Herculândia tem sido citada em operações da Defesa Agropecuária em razão da circulação e comercialização de mudas cítricas, o que levou à apreensão e à destruição de milhares de unidades consideradas irregulares nos últimos anos. Segundo o Estado, o comércio clandestino de mudas representa risco direto à sanidade dos pomares e à cadeia produtiva da citricultura paulista.

Em 2025, mais de 17,5 mil propriedades foram fiscalizadas em todo o Estado, com a retirada de mais de 60 mil mudas de circulação. Além das ações de fiscalização, o trabalho inclui iniciativas educativas e a manutenção de canais de denúncia para identificar pomares abandonados ou mal manejados.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento também reforçou o marco legal com resoluções que proíbem o plantio, a produção, o transporte e o uso de plantas hospedeiras da bactéria do greening, como a murta, em áreas públicas e privadas. As medidas buscam conter o avanço da doença, cuja incidência no cinturão citrícola paulista chegou a 47,63% em 2025, segundo levantamento do Fundecitrus.

Produtores seguem obrigados a entregar o relatório Cancro/Greening até 15 de janeiro de 2026, por meio do sistema Gedave. O descumprimento pode resultar em sanções previstas na legislação estadual.

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