Uma série de desentendimentos entre estudantes da Escola Estadual Professora Reiko Uemura Tsunokawa, localizada no Núcleo Habitacional Juscelino Kubitschek, na zona norte de Marília, terminou em registros policiais e comunicação formal ao Ministério Público. Os fatos ocorreram em dias seguidos e envolvem os mesmos adolescentes.
A primeira ocorrência foi registrada na quinta-feira (26). Um estudante de 14 anos, matriculado no 9º ano, teria sido agredido por cerca de 15 colegas logo após deixar a escola, no período da manhã. De acordo com a mãe do adolescente, ele e outros alunos voltavam para casa a pé quando foram cercados e passaram a ser atacados.
Conforme o boletim de ocorrência, dois dos envolvidos teriam desferido as agressões mais intensas. A motivação estaria ligada a desavenças anteriores no ambiente escolar, incluindo supostos comentários ofensivos. O jovem sofreu lesões e foi encaminhado para exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal). Três estudantes da mesma unidade de ensino foram apontados como participantes.
No dia seguinte (27), houve novo episódio relacionado ao caso. A mãe de um dos adolescentes, de 13 anos, citado como agressor na ocorrência anterior, relatou que o filho e um amigo passaram em frente ao seu local de trabalho, na avenida José Rino, quando teriam sido surpreendidos pelo pai de um dos alunos envolvidos na briga do dia anterior.
Segundo o relato, o homem teria acelerado o veículo na direção dos adolescentes, em uma suposta tentativa de atingi-los. Em seguida, ele teria descido do carro com um taco de beisebol e avançado contra os jovens, que conseguiram se afastar. A mulher afirmou ainda que, ao sair do estabelecimento para intervir, também teria sido ameaçada com o objeto, sendo o homem contido por pessoas que presenciaram a situação.
Essa segunda ocorrência foi registrada como ameaça. A vítima foi orientada quanto ao prazo legal de seis meses para eventual representação criminal, após a identificação formal do autor.
Além dos registros na delegacia, familiares de um dos adolescentes procuraram a Promotoria de Justiça, manifestando preocupação com a segurança do estudante e solicitando rapidez na apuração.
Os casos são investigados pela Polícia Civil de Marília.