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Detran-SP planeja leiloar cerca de 100 mil veículos ao longo de 2026 em todo o Estado

Foto: Governo de SP

O Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) planeja iniciar, ao longo de 2026, processos de leilão de cerca de 100 mil veículos em todo o Estado. A medida marca uma nova fase da política de leilões do órgão, com operações em maior escala e uma dinâmica mais ágil, eficiente e previsível.

A expectativa é que os leilões ocorram de forma contínua durante o ano, com certames já programados para o primeiro bimestre, em diferentes regiões paulistas. A proposta é manter um ritmo regular de operações, padronizando procedimentos e garantindo maior fluidez aos processos em todo o território estadual.

A ampliação dos leilões está amparada em mudanças nas regras e no reforço de critérios técnicos adotados pelo Detran-SP. Segundo o diretor de Fiscalização de Trânsito do órgão, Anderson Poddis, a nova modelagem trará mais agilidade e segurança jurídica. De acordo com ele, o formato prevê a entrega dos veículos arrematados em menos de dez dias, já desembaraçados, além de controles aprimorados e critérios claros para as operações.

Com o novo modelo, o Detran-SP passa a trabalhar com prazos mais definidos para a destinação dos veículos recolhidos. A partir do 61º dia de permanência no pátio, os veículos já podem ser preparados para leilão, com expectativa de conclusão do processo, em média, até o 80º dia. A medida busca reduzir o tempo de guarda e evitar a desvalorização dos bens.

Para o coordenador-geral de Recolhimento e Leilão de Veículos do Detran-SP, Davi Artigas, a previsibilidade dos prazos é um dos principais avanços do novo formato, permitindo ampliar a escala dos leilões sem comprometer a organização e o controle dos processos.

PÁTIOS /Paralelamente à ampliação dos leilões, o Governo do Estado de São Paulo estrutura, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos, um projeto de concessão dos serviços de remoção, recolhimento, custódia, gestão, preparação para leilão e restituição de veículos. A proposta divide os 645 municípios paulistas em sete regiões, correspondentes a sete lotes de concessão, com investimento total estimado em R$ 555 milhões.

A futura concessionária será responsável pela implementação de inovações tecnológicas e pelo aprimoramento da eficiência operacional, com expectativa de maior controle, transparência e segurança em todas as etapas do processo. O contrato terá duração de 26 anos, sendo o primeiro destinado à implantação e os demais à operação dos serviços. A proposta passou por consultas públicas e audiências e recebeu contribuições de municípios e entidades do setor, seguindo critérios técnicos e legais.

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