A Polícia Civil de Marília prendeu um homem de 64 anos na tarde desta quarta-feira (7), suspeito de praticar o crime de estupro de vulnerável contra uma idosa de 84 anos. O caso teria ocorrido nas dependências do lar de idosos onde o investigado trabalhava há mais de 20 anos.
A delegada Darlene Rocha Costa Tozin, titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Marília, detalhou as circunstâncias da prisão e da investigação. Segundo ela, o abuso foi identificado por uma enfermeira que, ao notar que a vítima não estava em seu local habitual aguardando o início do turno, dirigiu-se ao quarto. No local, a profissional de saúde relatou ter presenciado o investigado em uma situação compatível com abuso sexual contra a idosa.
Ainda de acordo com o relato, a enfermeira tentou conter o homem no momento dos fatos, mas ele conseguiu escapar e fugiu do local, não retornando mais ao trabalho. A vítima foi encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) para a realização do exame de corpo de delito, e a prisão temporária do suspeito foi solicitada à Justiça.
Em depoimento à Polícia Civil, o homem alegou que sua calça teria caído porque a enfermeira esbarrou nele ao entrar no quarto. No entanto, ao ser questionado sobre o motivo da fuga logo após o ocorrido, optou por permanecer em silêncio, direito assegurado pela legislação.
A vítima é portadora de Alzheimer, condição que a impede de oferecer consentimento e de compreender plenamente a agressão sofrida.
“Ela não tem um discernimento do que aconteceu com ela. Não tem nem como ouvi-la, perguntar para ela nada”, afirmou a delegada, acrescentando que o mesmo se aplica às demais pacientes que estavam no quarto no momento dos fatos.
O homem responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Ele passou a noite na carceragem da Polícia Civil de Marília e foi encaminhado nesta quinta-feira (8) para a Penitenciária II de Gália.
Em nota, o asilo informou que tomou conhecimento, ainda na noite de domingo (4), sobre a conduta grave atribuída ao então cuidador de idosos da instituição. Imediatamente após a comunicação do fato, foram adotadas as providências cabíveis. A família da vítima foi informada e acompanhada pela assistente social no registro do boletim de ocorrência, na realização do exame de corpo de delito e nos atendimentos médicos necessários.
No dia seguinte (5), o funcionário foi desligado por justa causa.
“O lar segue colaborando integralmente com as autoridades competentes e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos. A instituição ressalta que, em seus quase 90 anos de existência, nunca havia registrado ocorrência semelhante, tratando-se de um fato isolado e absolutamente incompatível com seus valores e com seus protocolos de cuidado, segurança e respeito à pessoa idosa”, conclui a nota.