Dois moradores de Marília foram vítimas de golpes semelhantes envolvendo falsos contatos relacionados a processos judiciais e tiveram prejuízos financeiros que somam mais de R$ 7 mil. Os casos foram registrados pela Polícia Civil na quinta (5) e na sexta-feira (6) e serão investigados como estelionato.
Na primeira ocorrência, um aposentado de 63 anos perdeu R$ 2.300 após ser enganado por criminosos que se passaram por sua advogada. Segundo o registro feito na CPJ (Central de Polícia Judiciária), o contato inicial ocorreu por aplicativo de mensagens. O golpista utilizou a fotografia da profissional para transmitir credibilidade e informou que o aposentado teria vencido um processo na Justiça Federal.
Durante a conversa, a vítima foi orientada a aguardar o contato de um suposto funcionário do Poder Judiciário. O interlocutor afirmou que, para liberar o valor do processo, seria necessário pagar antecipadamente custas processuais por meio de transferência via PIX.
Acreditando na veracidade das informações, o aposentado realizou o pagamento. O golpe só foi percebido após ele conseguir falar diretamente com sua verdadeira advogada, que esclareceu que se tratava de uma fraude comum praticada por criminosos que utilizam dados públicos de processos para abordar clientes.
Já no segundo caso, registrado na sexta-feira (6), uma cozinheira de 41 anos, moradora do bairro Palmital, relatou prejuízo de R$ 4.999 após cair no mesmo golpe. O crime começou com uma ligação telefônica de um homem que afirmou ser integrante do escritório responsável por suas causas judiciais. Ele informou falsamente que um processo havia sido encerrado com resultado favorável à vítima.
Na sequência, a mulher passou a conversar via WhatsApp com outro golpista, que se apresentou como representante de um banco e orientou o suposto procedimento para liberação do dinheiro. A cozinheira acessou um link enviado pelos criminosos e realizou uma transferência a partir de sua conta na Caixa Econômica Federal, enviando o valor para uma conta em nome de um terceiro.
A fraude foi descoberta quando ela procurou o verdadeiro escritório de advocacia e recebeu a informação de que não houve qualquer solicitação de pagamento ou contato oficial. Os casos foram registrados na Central de Polícia Judiciária e encaminhados para o Setor de Invetigações Gerais da Polícia Civil de Marília.