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Idosa perde mais de R$ 280 mil em golpe bancário aplicado por WhatsApp

Foto: O DIA

Uma série de golpes virtuais registrados nos últimos dias em Marília acendeu um alerta das autoridades para o crescimento desse tipo de crime. As ocorrências, investigadas como estelionato, envolvem diferentes perfis de vítimas e estratégias variadas de atuação dos criminosos. Em um dos casos, uma idosa teve um prejuízo superior a R$ 280 mil.

Uma aposentada de 63 anos foi enganada por um golpista que se passou por gerente de banco. O contato ocorreu por telefone e WhatsApp, sob a falsa alegação de que havia um vazamento de dados em sua conta. Orientada a elevar o limite de transferências via PIX e a seguir supostos “procedimentos de segurança”, a vítima acabou permitindo que sua conta fosse utilizada para diversas transferências fraudulentas, totalizando um prejuízo de R$ 284 mil.

Os criminosos ainda convenceram a aposentada de que existiria um esquema de fraude dentro da agência e que ela não poderia procurar os funcionários do banco, sob o pretexto de uma investigação sigilosa. O golpe só foi descoberto nesta segunda-feira (12), quando a verdadeira gerente entrou em contato ao identificar movimentações suspeitas. O caso foi registrado e é apurado pela Polícia Civil.

Outro golpe vitimou uma jovem de 18 anos, atendente, que encontrou nas redes sociais um anúncio de venda de motocicleta por valor abaixo do mercado. Após negociar via WhatsApp e receber um falso contrato de compra e venda, ela realizou transferências via PIX. O suposto vendedor desapareceu logo após o pagamento, gerando um prejuízo de pouco mais de R$ 2 mil.

Também foi registrada uma ocorrência envolvendo um empresário de 69 anos, que aguardava o resultado de uma ação judicial. Ele recebeu mensagens de um golpista que se passou por seu advogado, informando falsamente a liberação de valores mediante o pagamento prévio de taxas. A vítima chegou a fazer uma transferência via PIX, mas o golpe foi identificado antes que novos pagamentos fossem realizados.

Em outro caso, uma mulher de 69 anos relatou que vinha pagando mensalidades de um plano de saúde por meio de boletos falsos enviados via WhatsApp desde meados do ano passado. A fraude só foi descoberta recentemente, após ela desconfiar das cobranças, acumulando um prejuízo aproximado de R$ 3 mil.

A Polícia Civil alerta que os crimes apresentam um padrão de engenharia social, no qual os golpistas exploram a confiança das vítimas e utilizam nomes de instituições conhecidas, documentos falsificados e contratos forjados. A orientação é para que a população desconfie de contatos inesperados, confirme qualquer solicitação diretamente com bancos, advogados ou empresas, e registre boletim de ocorrência ao identificar qualquer indício de fraude.

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