A Justiça permitiu que a mãe do motorista de ônibus Claudemir Morais Moura, que está preso e internado sob escolta policial no Hospital das Clínicas de Marília, possa visitá-lo. A autorização judicial foi concedida depois que a mulher percorreu cerca de 3 mil quilômetros desde o Maranhão para tentar ver o filho, atualmente em coma profundo após o acidente envolvendo o ônibus que dirigia. O capotamento ocorreu na rodovia Transbrasiliana (BR-153) e resultou na morte de sete passageiros.
Moradora da cidade de Centro Novo, no Maranhão, a dona de casa chegou a Marília após três dias de viagem de ônibus. Ao procurar o HC, porém, foi informada pela administração da unidade de que não poderia entrar para visitá-lo sem uma autorização da Justiça, já que o paciente está sob custódia do Estado.
Diante da situação, a defesa do motorista apresentou um pedido urgente à 3ª Vara Criminal de Marília solicitando que a mãe tivesse permissão para vê-lo durante a internação. No requerimento, o advogado argumentou que o estado de saúde do homem é grave e que a impossibilidade de contato vinha causando ainda mais sofrimento à família.
Segundo a defesa, a solicitação teve como objetivo assegurar o direito à assistência familiar garantido pela legislação brasileira aos presos, além de permitir que a mãe ofereça apoio ao filho em um momento considerado extremamente delicado.
O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido. Para o órgão, a visita não representaria risco à segurança nem interferiria no andamento do processo, especialmente porque o motorista permanece hospitalizado e vigiado por escolta policial.
Ao analisar o caso, o juiz responsável autorizou a visita. Na decisão, o magistrado determinou que a mãe poderá entrar no hospital para ver o filho enquanto ele estiver internado no HC de Marília, desde que sejam respeitados os horários de visita estabelecidos pela unidade e mantida a escolta policial.
Também foi determinado o envio de um ofício à direção do hospital para que a autorização seja cumprida.