A Escola Estadual Professor Benito Martinelli, no bairro Jardim Santa Antonieta, zona Norte de Marília, iniciou o ano letivo de 2026 já sob um novo modelo de gestão educacional. A unidade passou a integrar o Programa ECM (Escola Cívico-Militar) e retomou as aulas na última segunda-feira (2) com a presença de monitores militares atuando no apoio à disciplina e à organização escolar.
Na manhã do primeiro dia de aulas, a coordenadora da Unidade Regional de Ensino de Marília, professora Ana Luíza Bernardo Guimarães, acompanhou o retorno dos 685 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Os alunos foram recepcionados no pátio interno da escola, onde foi apresentada a equipe escolar, agora reforçada por dois monitores — policiais militares da reserva — que passam a atuar no cotidiano da unidade.
Segundo a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), a Escola Estadual Professor Benito Martinelli é a única de Marília a aderir ao Programa Escola Cívico-Militar neste ano. Na região, a Escola Estadual Professora Lydia Yvone Gomes Marques, em Garça, também passou a contar com monitores militares. Esses profissionais atuam exclusivamente em atividades relacionadas à disciplina, acolhimento e organização do ambiente escolar.
Ainda de acordo com a secretaria, na região de Marília, cerca de 24,2 mil estudantes de 65 escolas estaduais retomaram as aulas nesta segunda-feira. Em todo o Estado, 100 unidades aderiram ao Programa Escola Cívico-Militar, distribuídas pela capital e por 88 municípios do interior, litoral e região metropolitana. Todas as escolas participantes foram selecionadas após a realização de consulta pública junto às respectivas comunidades escolares.
O principal diferencial do modelo cívico-militar é o apoio de policiais militares da reserva, que atuam como monitores na segurança, disciplina, acolhimento e promoção de valores cívicos. Os profissionais são selecionados por meio de processo avaliativo que inclui análise de títulos, documentos e aptidão para o exercício da função.
Os monitores também passam por avaliações periódicas realizadas por diretores e alunos, além de um processo semestral de análise de desempenho, que considera a adaptação ao modelo e a permanência no programa. Para atuar nas unidades, é obrigatória a participação em curso de capacitação com carga mínima de 40 horas, oferecido pela Seduc-SP em parceria com a SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), com temas como regimento interno, psicologia escolar, cultura de paz e segurança no ambiente educacional.