sexta-feira, 29
de
agosto
de
2025
☁️ 16°C

Novo aditivo contratual eleva custo de radares em Marília

O custo dos radares teve segundo reajuste do ano passando a quase R$ 490 mil mensais. (Foto: Samantha Ciuffa)

A Emdurb (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marília) assinou um novo aditivo contratual com a empresa Talentech Tecnologia, responsável pela instalação e gestão de radares na cidade, elevando o valor pago mensalmente pelos cofres públicos para R$ 488.046,00. Inicialmente, o pagamento mensal era de R$ 466.999,99, ou seja, são R$ 21.046,01 a mais por mês e um aumento de R$ 252.552,12 por ano.

Desde o início, a implantação dos radares de velocidade nas ruas de Marília tem sido alvo de queixas pelos motoristas, políticos e entidades civis, devido a fatores como falta de transparência, custo considerado elevado e número de aplicação de multas. No final de abril deste ano, já havia sido autorizado um aditivo de R$ 196.548,00 para custear dez novos conjuntos de equipamentos e software para talão eletrônico de infração de trânsito.

A Matra (Marília Transparente) obteve informações, após recorrer à Justiça para ter acesso aos documentos públicos, sobre possíveis irregularidades no processo de licitação e contratação do serviço de radares, especialmente em relação à falta de um estudo técnico prévio, que teria sido realizado somente após o início da instalação dos equipamentos.

Vinicius Camarinha já declarou que, em seu primeiro ato como prefeito, suspenderá os radares na cidade, por meio da publicação de um decreto. “Entendo que a implantação não foi feita visando a educação no trânsito, prevenção de acidentes, nada disso. Foi para arrecadar em cima do sacrifício do trabalhador mariliense.”

A Talentech já foi alvo de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Vereadores de Avaré, que identificou falhas no estabelecimento dos limites de velocidade sem estudo técnico e problemas na modalidade de licitação escolhida. O relatório final da comissão, encaminhado ao MP (Ministério Público) e ao Tribunal de Contas, recomendou a devolução das multas aplicadas, a remoção dos radares instalados e o cancelamento e anulação da licitação do contrato com a empresa contratada.

Leia também