A região de Marília apresentou desempenho acima da média estadual na alfabetização de crianças na idade certa, segundo dados do programa Alfabetiza Juntos SP, divulgados pela Agência SP. De acordo com a Avaliação de Fluência Leitora de 2025, 81,7% dos estudantes avaliados na região já são considerados leitores iniciantes e fluentes.
Ao todo, 9.938 alunos do 2º ano do Ensino Fundamental foram avaliados nos municípios da região. O índice acompanha o avanço registrado em todo o estado de São Paulo, que atingiu um recorde histórico: mais de 330 mil crianças de até 7 anos alfabetizadas na idade correta, o equivalente a três em cada quatro estudantes avaliados, ou cerca de 76%.
A avaliação é coordenada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Seduc-SP (Secretaria da Educação), em parceria com as prefeituras. Em 2025, o levantamento alcançou 100% dos municípios paulistas, totalizando 432,3 mil alunos avaliados, sendo 330,5 mil considerados leitores. O desempenho representa um crescimento de 50% no número de crianças alfabetizadas em comparação com 2023.
Apesar dos resultados positivos, a Seduc-SP mantém o foco na ampliação do desempenho. A meta do governo estadual é alcançar 90% dos estudantes como leitores iniciantes e fluentes até o fim de 2026. Segundo a diretora de cooperação com os municípios da secretaria, Márcia Bernardes, os dados da avaliação orientam ações de apoio mais direcionadas às escolas e cidades com desempenho abaixo do esperado.
Entre as estratégias previstas estão o monitoramento contínuo, o planejamento pedagógico integrado entre Estado e municípios e novas avaliações ao longo do ano. A próxima Avaliação de Fluência Leitora está prevista para o fim de março, com o objetivo de medir o desempenho dos alunos no início do ano letivo.
Ainda de acordo com a Seduc-SP, o estado deverá investir R$ 500 milhões em 2026 nas ações do programa Alfabetiza Juntos SP. A iniciativa busca garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, por meio de formação continuada de professores, fornecimento de material didático, uso de tecnologia educacional e avaliações periódicas.
Desde 2023, também houve queda significativa no número de estudantes classificados nos níveis mais baixos de leitura, os chamados pré-leitores. Em 2025, esse grupo representou 7% dos alunos, índice inferior ao registrado em 2024 (11%) e 2023 (26%), indicando avanço gradual rumo à alfabetização plena.