Um pizzaiolo, de 28 anos, foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (24), suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, na Vila Altaneira, zona Leste de Marília. Com ele, foi apreendida grande quantidade de entorpecentes — maconha, cocaína e crack — totalizando mais de 12 quilos.
Policiais militares receberam informações de que o suspeito estaria praticando o tráfico, inclusive utilizando uma motocicleta para o transporte das drogas. Por volta das 19h30, ele foi abordado quando chegava à residência da família.
Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado, sendo localizado apenas um telefone celular e R$ 100 em dinheiro. Questionado sobre a existência de drogas no imóvel, o homem inicialmente negou, mas depois teria admitido que havia entorpecentes em seu quarto.
Com autorização da mãe do suspeito, que acompanhou as diligências, os policiais entraram na residência e realizaram buscas. No quarto utilizado pelo indiciado foram encontradas grandes quantidades de drogas, além de uma balança de precisão e um segundo aparelho celular.
Foram apreendidos aproximadamente 4,1 quilos de maconha, divididos em oito tijolos; cerca de seis quilos de cocaína, distribuídos em cinco porções grandes; e quase dois quilos de crack, acondicionados em dois tijolos. Todo o material foi encaminhado para perícia, com resultado preliminar positivo para substâncias ilícitas.
Ainda durante a ação, os policiais localizaram um revólver calibre .38, municiado com cinco cartuchos intactos, escondido na gaveta de um cômodo da residência. O investigado teria assumido a propriedade da arma e afirmado não possuir autorização legal para mantê-la.
Aos policiais, declarou que trabalhava durante o dia como entregador e à noite como pizzaiolo. Ele afirmou ser usuário de maconha e relatou que aceitou guardar drogas para terceiros mediante pagamento mensal, alegando não poder identificar os responsáveis por medo de represálias.
A Polícia Civil representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva, alegando garantia da ordem pública diante da quantidade e diversidade de drogas apreendidas e da presença de arma de fogo no imóvel.
Como as penas máximas para os dois crimes superam quatro anos de reclusão, não foi arbitrada fiança na Central de Polícia Judiciária (CPJ). O suspeito permaneceu preso, sendo encaminhado nesta quarta-feira (25) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho.