A Polícia Militar prendeu seis pessoas da mesma família em flagrante na madrugada desta segunda-feira (23), suspeitas de envolvimento no sequestro de uma criança de dois anos, em Quintana. Entre os detidos está o principal investigado, de 24 anos, apontado como pai da criança. O grupo foi interceptado após acompanhamento tático e abordado na praça de pedágio da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Oriente. O caso foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Marília.
Policiais militares foram acionados por volta de 1h30, após a informação de que um veículo Jeep Renegade branco seguia no sentido Quintana–Pompeia transportando indivíduos armados, depois do sequestro da criança.
O patrulhamento foi intensificado em toda a região, e o automóvel foi localizado já no perímetro urbano de Pompeia. Embora não houvesse registro de furto ou roubo do veículo, diante da suspeita de crime grave, as equipes iniciaram acompanhamento tático com apoio de outras viaturas.
O condutor não obedeceu imediatamente à ordem de parada e acelerou o veículo. Por estratégia operacional, a abordagem foi realizada na praça de pedágio da SP-294, em Oriente, onde houve bloqueio policial. No interior do carro estavam seis adultos e a criança. Uma das mulheres foi localizada escondida no porta-malas.
Durante a revista pessoal e veicular, os policiais apreenderam duas pistolas calibre 9 milímetros, ambas municiadas com 14 cartuchos intactos, além de um carregador e 42 munições adicionais do mesmo calibre. O armamento apreendido estava carregado e pronto para uso. Também foram recolhidos aparelhos celulares e documentos relacionados ao registro de arma de fogo.
Um jovem de 27 anos e uma mulher de 26 anos relataram aos policiais que o principal investigado, de 24 anos, ex-companheiro da mulher e pai da criança, teria invadido a residência da família em Quintana acompanhado de outros familiares.
Segundo o depoimento, ele teria agarrado o ex-cunhado pelo pescoço e apontado uma arma de fogo para sua cabeça, enquanto os demais davam cobertura armada. Sob grave ameaça, a criança foi retirada dos braços da mãe e colocada no veículo, que deixou o local em seguida.
A mulher afirmou que já vinha recebendo ameaças desde o dia anterior, inclusive por telefone, com exigências relacionadas à entrega da filha. Ela declarou temer por sua integridade física e manifestou interesse em representar criminalmente contra os envolvidos, além de solicitar medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha.
A criança foi resgatada sem ferimentos e devolvida à mãe no momento da abordagem.
Os seis adultos foram presos em flagrante pelos crimes de sequestro e cárcere privado, violação de domicílio, porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Considerando a gravidade dos fatos e o emprego de armas de fogo, não houve arbitramento de fiança.
A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, sob alegação de risco à ordem pública e à integridade das vítimas. Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações, e os presos foram encaminhados para unidades prisionais da região.