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PM prende homem acusado de jogar água fervendo na companheira em Vera Cruz

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Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Um homem de 34 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite deste sábado (7), acusado de agredir gravemente a companheira ao jogar água fervendo contra ela, em Vera Cruz. O caso foi registrado como lesão corporal praticada contra a mulher no contexto de violência doméstica e familiar, com base na Lei Maria da Penha.

De acordo com a PM, a equipe foi acionada por volta das 22h para atender a uma ocorrência de violência doméstica em uma residência na rua Duque de Caxias, no Centro da cidade. No local, os policiais foram informados de que a vítima já havia sido socorrida ao Pronto Atendimento de Vera Cruz devido à gravidade das lesões.

Segundo apurado, durante uma discussão, o agressor teria arremessado água fervendo contra a companheira, provocando queimaduras extensas. Enquanto os policiais ainda estavam na residência, o suspeito chegou ao local visivelmente alterado e, ao ser questionado, teria admitido ter jogado a água quente, alegando que não teve a intenção de ferir a vítima.

A médica de plantão informou que a mulher apresentava queimaduras de terceiro grau em diversas regiões do corpo, incluindo rosto, pescoço, tórax, membros superiores, seios e abdômen. As lesões foram classificadas como graves, com risco significativo à integridade física. Após os primeiros atendimentos, a vítima foi transferida para o Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu internada.

Em depoimento, a mulher confirmou os fatos e relatou que estava cozinhando quando o companheiro chegou alterado e iniciou uma discussão. Ao pedir que ele parasse de gritar, o homem teria chutado a panela com água fervendo, fazendo com que o líquido fosse projetado contra seu corpo.

Diante da materialidade do crime e dos indícios de autoria, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao agressor, que foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde foi autuado por violência doméstica.

A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, destacando a extrema violência empregada, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de garantir a segurança da vítima.

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