A Polícia Civil, por meio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), divulgou nota oficial com novos esclarecimentos sobre o homicídio investigado após a localização de um veículo incendiado em uma estrada rural de Pompeia. Conforme os elementos preliminarmente colhidos na investigação, há indícios de que o crime esteja relacionado a uma relação financeira irregular entre os envolvidos. A vítima foi oficialmente identificada após exames realizados pelo IML (Instituto Médico Legal) como Rafael Francisco Alves Ferreira.
Segundo a Polícia Civil, a vítima em tese realizava empréstimos de dinheiro com cobrança de juros excessivos, prática conhecida como agiotagem, mantendo vínculo financeiro com os investigados. Ainda de acordo com a apuração inicial, apesar de pagamentos reiterados ao longo do tempo — inclusive por meio da transferência de bens imóveis e veículos — o valor da dívida apresentava crescimento contínuo, tornando-se, segundo os investigadores, inviável de ser quitado.
A nota informa que, na data dos fatos, a vítima teria comparecido novamente ao estabelecimento comercial dos devedores, onde teria passado a agredir fisicamente um deles. Durante o episódio, há a hipótese de que a vítima demonstrava a intenção de levá-lo à força para outro local, possivelmente para constrangimento ou intimidação. Essa linha de apuração considera, entre outros elementos, o fato de o veículo da vítima estar estacionado em frente ao imóvel, com o porta-malas aberto, além da tentativa de arrastar o homem para fora do local.
Diante da situação, o irmão da pessoa agredida teria intervido, apoderando-se de um martelo e desferindo golpes contra a vítima, que veio a óbito ainda no local, conforme a versão investigada até o momento.
Após o ocorrido, os envolvidos teriam colocado o corpo da vítima no interior de seu próprio veículo, acomodando-o no banco traseiro e envolvendo-o em papelões. Em seguida, teriam se deslocado até o município de Pompeia, por uma estrada de terra acessada a partir da cidade de Oriente, onde atearam fogo no automóvel utilizando um galão de gasolina, numa tentativa de ocultar o crime.
A Polícia Civil informou ainda que, antes do deslocamento até Pompeia, os investigados teriam subtraído alguns objetos que estavam em poder da vítima, consistentes, em tese, em peças aparentando tratar-se de joias. Esses bens foram posteriormente localizados e apreendidos na residência dos investigados, sendo recuperados e incorporados aos autos do inquérito.
As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos, com análise técnica das provas, oitivas de testemunhas e adoção das providências legais cabíveis.