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Polícia Civil faz reconstituição de tentativa de homicídio após discussão no trânsito

A Polícia Civil realizou, na noite desta quarta-feira (25), a reconstituição da tentativa de homicídio contra Alexandre Delphino Bernardi, ocorrida no dia 8 de fevereiro de 2025, no Jardim Aquarius, zona Oeste de Marília.

O trabalho foi feito na esquina do Marília Shopping, e o trânsito no local precisou ser interditado para a realização da reconstituição do crime.

O procedimento, considerado fundamental para o avanço das investigações, reuniu policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), peritos da Polícia Científica e advogados das partes, e teve como objetivo esclarecer contradições e consolidar a dinâmica dos fatos.

Durante a encenação, os investigadores trabalharam com ao menos duas versões distintas sobre o ocorrido. A primeira foi apresentada pelo acusado de tentar matar o empresário Alexandre Bernardi. A segunda partiu de uma testemunha protegida, considerada peça-chave no inquérito.

A Polícia Científica registrou cada detalhe por meio de fotografias e análises técnicas, buscando identificar a compatibilidade entre os relatos e os vestígios já coletados.

Com base nos elementos obtidos, a expectativa é de que a DIG consiga reforçar a linha investigativa já apresentada ao Ministério Público e contribuir para o andamento da ação penal, que tramita na 3ª Vara Criminal de Marília.

Segundo a investigação, Bernardi dirigia um Toyota Corolla quando teria ultrapassado e colidido com uma Volkswagen Saveiro conduzida pelo suspeito. Após o incidente, os dois voltaram a se encontrar nas imediações do Marília Shopping, onde a discussão evoluiu para agressões físicas. A família de Alexandre contesta essa versão.

Testemunhas relataram que o acusado teria desferido socos contra a vítima, que caiu em um vão de aproximadamente quatro metros, localizado nos fundos de um posto de combustíveis. O impacto causou lesões graves, e Bernardi precisou ser socorrido em estado crítico pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O laudo pericial aponta gravidade nos ferimentos, e a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo sustenta que o acusado agiu com dolo eventual, ao assumir o risco de provocar a morte da vítima ao manter as agressões mesmo diante do perigo da queda. Após o episódio, ele deixou o local sem prestar socorro.

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