A Polícia Civil investiga várias ocorrências de estelionato, possivelmente praticadas pelo mesmo grupo criminoso, utilizando o nome de uma clínica médica em Marília. Os casos envolvem o uso indevido da identidade da empresa para aplicar golpes em pacientes, principalmente idosos, por meio de mensagens via WhatsApp e cobranças indevidas com uso de maquininhas de cartão.
Um dos registros foi feito no dia 24 de fevereiro. Os criminosos informavam supostas alterações em exames e solicitavam dados pessoais. Após obter as informações, uma pessoa era enviada até a residência do paciente para cobrar um valor pelo exame — serviço que não é oferecido pela empresa.
Dois dias depois, em 26 de fevereiro, uma aposentada de 76 anos procurou a Polícia Civil relatando que havia sido vítima do mesmo tipo de fraude. Ela mora no bairro Jardim Esmeralda II, na zona Leste da cidade. Após o marido realizar exames de ressonância magnética, a família recebeu mensagem via WhatsApp informando que os resultados estavam prontos, oferecendo a opção de retirada presencial ou entrega em domicílio.
Como aguardava outras encomendas, a vítima optou pela entrega em casa. Pouco tempo depois, um motociclista compareceu à residência alegando que havia uma taxa de R$ 9 pela entrega e que o pagamento deveria ser feito exclusivamente por cartão de crédito.
O suspeito tentou passar os cartões diversas vezes em maquininhas diferentes, alegando falha no sistema. Quando a vítima ofereceu pagamento em dinheiro, ele recusou. Em seguida, saiu dizendo que buscaria outro equipamento e retornou pouco depois, repetindo as tentativas.
Desconfiada da situação, a idosa entrou em contato diretamente com a clínica e foi informada de que não realizava entregas domiciliares nem cobrava taxas dessa natureza. Ao se dirigir até a unidade, constatou que outras pessoas relatavam situação semelhante no mesmo dia.
Ao verificar os aplicativos bancários, o marido da vítima identificou que os cartões haviam sido utilizados nas maquininhas manipuladas pelo suspeito. As transações foram contestadas junto às instituições financeiras.
As duas ocorrências apresentam o mesmo modo de ação: contato prévio por WhatsApp em nome da clínica, envio de pessoa até a residência do paciente e cobrança indevida por meio de maquininha de cartão.
O crime é tipificado como estelionato, podendo ter agravante quando praticado contra maior de 70 anos. As investigações seguem em andamento pela Polícia Civil em Marília.