A Polícia Civil investiga um caso de bullying, classificado como intimidação sistemática, envolvendo alunos de uma escola estadual na zona Sul de Marília. A ocorrência foi registrada na noite desta terça-feira (7), após denúncia feita pela mãe de um estudante de 14 anos, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Segundo relato da responsável, o adolescente, aluno do 1º ano do ensino médio, vem sendo alvo recorrente de agressões verbais e comportamentos hostis por parte de colegas de classe. Ele também estaria recebendo apelidos pejorativos e sendo alvo de provocações constantes.
Entre os episódios relatados, segundo a mãe, um dos colegas teria passado a importuná-lo fisicamente durante as aulas, com tapas no braço, com o objetivo de provocar reações. Ela afirmou ainda que o filho, por ser diagnosticado com TEA, apresenta maior vulnerabilidade diante das situações vivenciadas no ambiente escolar. A responsável também relatou que o estudante não conta com acompanhamento especializado em sala de aula.
Ainda conforme o registro, os episódios de bullying seriam frequentes, embora o adolescente tenha dificuldade em relatar todos os acontecimentos. O impacto emocional das situações teria provocado, inclusive, um episódio recente de crise comportamental, durante o qual o estudante acabou danificando um equipamento da escola.
A direção da unidade escolar informou à família sobre a possibilidade de adoção de medidas disciplinares, conforme as normas internas. No entanto, segundo a mãe, o adolescente já manifestou que não deseja mais frequentar a escola em razão dos problemas enfrentados.
O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de intimidação sistemática (bullying) e é investigado pela Central de Polícia Judiciária de Marília. Diligências estão em andamento para o esclarecimento dos fatos. Demais detalhes são preservados por envolver menores.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a URE (Unidade Regional de Ensino) de Marília repudia qualquer tipo de bullying ou discriminação dentro ou fora do ambiente escolar. Segundo a pasta, a gestão da escola acolheu o estudante, acionou sua responsável para reunião e convocou os responsáveis pelos alunos envolvidos para ciência das medidas cabíveis.
A secretaria também informou que a responsável foi orientada a apresentar o laudo de TEA, para viabilizar os encaminhamentos necessários, como a disponibilização de profissional de apoio escolar, caso haja indicação. Ainda de acordo com a nota, um psicólogo do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) foi designado para o acolhimento do estudante, e a equipe regional dará suporte à unidade com foco no fortalecimento das ações de cultura de paz e melhoria da convivência no ambiente escolar.