Marília inicia nesta terça-feira (13) uma nova fase de investimentos em infraestrutura e habitação, com o lançamento da operação tapa-buracos e o início da construção de 360 moradias populares. Os anúncios foram antecipados pelo prefeito Vinicius Camarinha, que também comentou a atualização do IPTU, em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan Marília — do mesmo grupo de comunicação do O DIA — nesta segunda-feira (12).
Segundo destacou o prefeito, o município recebeu quase R$ 12 milhões do governo federal, liberados no início de janeiro, destinados ao recapeamento asfáltico. A ordem de serviço de uma nova operação tapa-buracos será assinada nesta terça-feira. “As ruas da cidade estão muito precárias, e com o período de chuvas a situação se agrava ainda mais”, afirmou.
Para viabilizar o programa, a Prefeitura adotou um novo modelo de execução, com a contratação de empresa privada por meio de licitação, após a extinção da Codemar. Camarinha explicou que a mudança reduziu significativamente os custos. “O custo ficou pela metade do preço em relação ao modelo anterior. Você tem mais eficiência e mais condições de tapar buracos na cidade”, disse.
Na área habitacional, será autorizado o início da construção de 360 apartamentos da faixa 1, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o prefeito, Marília não recebia unidades dessa modalidade há quase dez anos. “São moradias para quem realmente não tem condições. É um programa que permite o desfavelamento e o enfrentamento das ocupações irregulares”, destacou.
Durante a entrevista, Camarinha também detalhou a atualização da planta genérica do IPTU. Segundo ele, o município estava há cerca de 15 anos sem a regularização, apesar do crescimento imobiliário, e a medida vinha sendo cobrada há anos pelo Tribunal de Contas. O prefeito explicou que a licitação e o contrato foram realizados na gestão anterior. “Encontramos o contrato pronto, não havia como recuar. O que fizemos foi melhorar o contrato e a planta genérica, com muito cuidado para não cometer injustiças tributárias”, afirmou.
De acordo com o prefeito, mais de 13 mil contribuintes foram isentos do imposto, incluindo pessoas em situação de vulnerabilidade, idosos e famílias com pessoas com deficiência. Ele explicou que a revisão corrigiu distorções: imóveis que passaram por ampliação ou construção tiveram a metragem atualizada e migraram para outra faixa de tributação, enquanto residências mais antigas ou localizadas em bairros que receberam menos investimentos tiveram redução no valor cobrado. “Foi feita justiça tributária”, disse.
O prefeito reconheceu que, devido ao volume de imóveis no município — cerca de 90 mil —, podem ocorrer equívocos pontuais. Por isso, orientou os contribuintes a buscarem atendimento em caso de divergências. “Se houver alguma dúvida ou erro do sistema, temos uma equipe à disposição para analisar cada caso com atenção. Basta procurar o Ganha Tempo”, afirmou. Segundo ele, a regularização é necessária para corrigir distorções e garantir recursos para os investimentos que a cidade precisa.
Camarinha ressaltou ainda que o município enfrenta um déficit mensal estimado em R$ 30 milhões e uma dívida próxima de R$ 2 bilhões, o que limita a capacidade de investimento com recursos próprios. Apesar disso, afirmou que a Prefeitura mantém salários, aposentadorias e o 13º pagamento em dia. “A cidade exige inteligência na gestão, porque o recurso é escasso”, afirmou.
Além das ações anunciadas, o prefeito citou investimentos na educação, com a entrega de uniformes e kits escolares para cerca de 20 mil alunos da rede municipal, e destacou projetos em andamento nas áreas de saúde, lazer e infraestrutura. “É um governo que tem entrega, tem obra. A cidade voltou a andar”, concluiu.