domingo, 2
de
agosto
de
2026
🌞 17°C

Comus cobra reforço urgente na rede de saúde mental de Marília

Uma das maiores atas de registro de preços da Secretaria da Saúde em 2026, engloba praticamente todos os serviços de manutenção civil, hidráulica e elétrica das unidades da rede municipal. Foto: Divulgação

O Comus (Conselho Municipal de Saúde de Marília) aprovou recomendação urgente ao Executivo para a nomeação de um gestor técnico especializado para o Núcleo Técnico de Saúde Mental e a recomposição da equipe multiprofissional da área. A deliberação consta em publicação no Diário Oficial do Município desta terça-feira (16), referente à reunião ordinária realizada em 27 de maio.

No documento, o conselho aponta preocupação com a estrutura da rede municipal de saúde mental e defende o fortalecimento da gestão técnica responsável pela condução da política pública no setor. Segundo o Comus, a ausência de uma coordenação especializada pode comprometer ações de prevenção, acolhimento, cuidado e manejo de crises.

Entre as recomendações, o órgão pede a contratação de profissionais como psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e enfermeiros para atendimento nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e na Atenção Primária. O texto também solicita a reintegração, à Secretaria Municipal da Saúde, de servidores dessas áreas que estejam lotados em outros serviços.

O conselho também recomenda a recomposição do corpo técnico de apoiadores especializados, a garantia de remuneração compatível com a complexidade das funções e o fortalecimento da Política Municipal de Saúde Mental como prioridade sanitária.

Além da saúde mental, o Comus aprovou a prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026 e as recomendações da Comissão de Orçamento e Finanças referentes aos últimos quatro meses. A publicação registra ressalva ao Convênio nº 1091/2016, da Associação Feminina de Marília, Maternidade e Gota de Leite, que aguarda decisão judicial, embora a execução financeira tenha sido aprovada.

O conselho também manteve cobranças ao Executivo sobre a estrutura física da rede municipal de saúde, com pedido de informações atualizadas sobre reformas, obras, dotações orçamentárias, empenhos, recursos utilizados e empresas responsáveis pelos serviços.

Outro ponto reiterado foi a posição contrária a qualquer novo chamamento para terceirização do Samu sem análise prévia do conselho. O Comus também cobrou maior autonomia ao Fundo Municipal de Saúde, retomada da educação permanente na Atenção Primária e apresentação de fluxos de atendimento para os usuários do SUS.

A publicação ainda pede adequações no serviço de entrega de fraldas e suplementos, atualmente realizado no prédio da Rua Joaquim Nabuco, onde também funciona a Farmácia de Judicialização. Segundo o conselho, o local não oferece condições adequadas para usuários e servidores.

Leia também