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Comus cobra revisão de jornada de motoristas e reajuste da diária paga a pacientes

Uma das maiores atas de registro de preços da Secretaria da Saúde em 2026, engloba praticamente todos os serviços de manutenção civil, hidráulica e elétrica das unidades da rede municipal. Foto: Divulgação

O Comus (Conselho Municipal de Saúde de Marília) fez novas cobranças à Prefeitura, desta vez acerca da revisão das condições de trabalho dos motoristas do transporte sanitário e do valor pago aos pacientes que realizam tratamento fora do município. As recomendações foram aprovadas em reunião realizada no dia 8 de julho e publicadas nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial.

Entre as reivindicações está a revisão da diária de R$ 25 paga, segundo o conselho, aos pacientes que precisam se deslocar para tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sobretudo para São Paulo. O colegiado considera o valor insuficiente para a alimentação durante o período fora de Marília.

Em relação aos motoristas, o Comus solicita a revisão do enquadramento funcional, das jornadas, dos períodos de descanso, das horas extras, do adicional noturno, da insalubridade e das diárias. Conforme o documento, há casos em que os profissionais retornam no fim da noite ou durante a madrugada e precisam reassumir o trabalho poucas horas depois, situação que, na avaliação do conselho, pode comprometer a segurança nas viagens.

O colegiado também pede providências contra possível assédio moral por parte de ocupantes de cargos de chefia e afirma que os motoristas não devem ser utilizados para atender interesses particulares de superiores ou familiares. A publicação não identifica os envolvidos nem detalha episódios específicos. As alegações são de responsabilidade do Comus e deverão ser apuradas pela administração municipal.

O documento também cobra concursos e contratações para o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) e o retorno à Saúde de servidores concursados para a pasta que atuam em outros setores. Segundo o conselho, esses deslocamentos provocaram desfalque e sobrecarga na rede.

O Comus ainda manteve recomendações anteriores sobre saúde mental, estrutura das unidades, transparência na aplicação dos recursos, organização das filas, atenção primária, entrega de fraldas e suplementos e eventual novo chamamento para a gestão do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

A Prefeitura de Marília foi procurada para comentar as recomendações e as alegações apresentadas pelo conselho, mas não havia respondido até o fechamento desta edição.

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