Um idoso de 69 anos morreu na manhã desta terça-feira (28) após permanecer seis dias internado em estado grave na Santa Casa de Marília. Com o óbito, a Polícia Civil alterou a natureza da ocorrência de tentativa de homicídio para homicídio consumado. O principal investigado é o próprio filho da vítima, um adolescente de 15 anos, que já havia sido apreendido em flagrante.
O crime ocorreu na noite de 22 de julho, em uma residência localizada no bairro Altos do Palmital, zona Norte de Marília. Inicialmente, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender uma ocorrência de desentendimento familiar. Ao chegarem ao endereço, encontraram o adolescente em frente ao imóvel, enquanto os demais familiares já haviam sido levados para atendimento médico.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a filha do idoso relatou aos policiais que foi chamada pela mãe para ajudá-la devido ao comportamento agressivo do adolescente, que, segundo ela, já possuía histórico de violência contra o pai e registros anteriores de ocorrências.
Ao chegar ao imóvel, ela foi atacada com mordidas, socos e chutes. Sua filha, de 22 anos, também sofreu agressões, incluindo uma mordida em um dos dedos da mão e um chute na cabeça.
A mãe do adolescente informou que também foi agredida com socos na cabeça e no rosto. Durante a tentativa de conter o filho, o idoso acabou sendo violentamente atacado com socos na cabeça e no abdômen, caindo ao chão.
Logo após as agressões, o aposentado sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele foi socorrido pelos familiares até a UPA, reanimado pela equipe médica e posteriormente transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, onde permaneceu internado em estado crítico.
A Santa Casa comunicou oficialmente à Polícia Civil que o homem morreu na manhã desta terça-feira (28). O documento médico informa que o paciente deu entrada no hospital em parada cardiorrespiratória, apresentando cianose labial, náuseas, falta de ar e desmaio.
Ele foi submetido a manobras de reanimação cardiopulmonar, recebeu medicação e ventilação mecânica, mas não resistiu. Após a confirmação da morte, foi requisitado exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML).
Diante da morte da vítima, a Polícia Civil alterou o registro da ocorrência para ato infracional análogo ao crime de homicídio consumado. O adolescente continua apreendido, e a autoridade policial representou pela internação provisória, destacando a extrema violência empregada nas agressões, o histórico de episódios semelhantes e o risco de reiteração da conduta.
Além do homicídio, o adolescente também responde por ato infracional análogo ao crime de lesão corporal qualificada no contexto de violência doméstica, em razão das agressões praticadas contra a mãe, a irmã e a sobrinha durante o episódio.