O transporte coletivo urbano de Marília passará por um diagnóstico técnico para avaliar o funcionamento atual das linhas, a frequência dos ônibus, a demanda de passageiros, o atendimento aos bairros e a eficiência operacional do sistema. A medida faz parte do Plano de Remodelagem do Transporte Público de Marília, iniciado pela Emdurb (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marília).
Para desenvolver o estudo, a Emdurb contratou a Tectrans Tecnologia e Transportes Ltda., empresa especializada em planejamento, reestruturação e modernização de sistemas de transporte coletivo. A proposta é mapear os principais gargalos do serviço e apontar alternativas para reorganizar a operação.
Na prática, a consultoria deverá analisar como o sistema funciona hoje, incluindo itinerários, horários, cobertura das linhas, fluxo de passageiros e possíveis sobreposições ou deficiências no atendimento. A partir desse levantamento, poderão ser propostas mudanças voltadas à melhoria da eficiência do transporte público.
Entre os pontos que devem ser avaliados estão o atendimento aos bairros, a distribuição da frota, a frequência dos ônibus, a demanda em diferentes regiões da cidade e alternativas para modernizar a gestão do sistema, com uso de dados no planejamento das rotas e da operação.
ESPECIALISTA /Os trabalhos contarão com a participação do diretor técnico da Tectrans, Eraldo Luiz Constanski, especialista em transporte público, eletromobilidade e modelagem operacional. Ele tem mais de 30 anos de experiência na área de mobilidade urbana e participou de projetos de planejamento e reestruturação de sistemas de transporte coletivo no Brasil e em outros países.
No exterior, Constanski atuou em projetos em cidades como Bogotá, Cartagena, Cali, Pereira e Bucaramanga, na Colômbia, além de estudos desenvolvidos em países como Honduras, Guatemala, Chile, Peru, Panamá, República Dominicana e em regiões da África.
No Brasil, a experiência inclui trabalhos de auditoria, reorganização de redes de transporte coletivo e estruturação operacional em diferentes municípios. Um dos destaques da trajetória do especialista foi a atuação como diretor de Transportes da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), órgão responsável pela gestão do transporte metropolitano da região de Curitiba, onde participou da administração da RIT (Rede Integrada de Transporte).
A primeira etapa dos estudos deve ser concluída em até 90 dias. Depois disso, o projeto deverá ser apresentado para discussão com a Câmara Municipal, associações de bairros e população.
O levantamento será a base para possíveis mudanças no transporte coletivo urbano, setor que historicamente concentra reclamações relacionadas ao tempo de espera, cobertura das linhas, integração entre regiões e qualidade do atendimento aos usuários.