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Marília lança programa ‘Cuidar de quem cuida’ com foco nas famílias atípicas

Iniciativa oferece formação online para cuidadores e famílias atípicas; mais de 800 crianças serão beneficiadas - Foto: Assessoria de Imprensa
A Prefeitura de Marília lançou, na manhã da última quinta-feira (30), o programa “Cuidar de quem cuida”, voltado ao apoio de famílias de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista). A solenidade encerrou as atividades do Abril Azul — mês dedicado à conscientização sobre o autismo e a neurodivergência — e contou com a presença de profissionais da rede municipal de ensino, representantes de associações ligadas à causa e famílias atípicas.

A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal da Educação, prevê o acesso à plataforma digital Sabercon para famílias e cuidadores da rede pública. O conteúdo, totalmente online, reúne mais de 100 horas de formação distribuídas em 20 aulas, com suporte para dúvidas e certificação ao final do curso. O acesso ficará disponível por 12 meses. Segundo a secretária da Educação, Rosemeire Frazon, serão beneficiados 530 cuidadores e 819 crianças matriculadas na rede municipal.

Além do módulo voltado ao desenvolvimento infantil no ambiente familiar, a plataforma oferecerá um curso de geração de renda direcionado a mães e pais atípicos, com o objetivo de ampliar a autonomia financeira sem exigir o afastamento do lar.

O prefeito Vinicius Camarinha assinou o ato que autoriza o início do programa e citou outras ações já em andamento, como o programa Educação Acolhedora, a parceria com a Unimar para atendimento odontológico de crianças com TEA, a distribuição de abafadores e rastreadores, a substituição de sinais sonoros nas escolas por músicas e o uso de comunicação alternativa. O gestor também mencionou projetos futuros, entre eles a implantação de um parque sensorial para crianças com autismo, previsto na área da futura Cidade da Criança.

Representando as mães atípicas no evento, a advogada Angélica Masson elogiou as ações municipais e anunciou a formação de uma comissão de mães para atuar junto à administração pública. “Marília está muito à frente de outras cidades”, afirmou.

Com o lançamento do programa, a gestão municipal busca consolidar uma política pública de inclusão que alcance não apenas os estudantes, mas também os familiares e profissionais que atuam diretamente no cuidado das crianças neurodivergentes.

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