A Prefeitura de Marília vai implantar, durante o Japan Fest 2026, um projeto piloto de reconhecimento facial por inteligência artificial para reforçar a segurança em um dos eventos de maior público da cidade. A tecnologia será integrada ao programa estadual Muralha Paulista, permitindo apoio em tempo real às forças de segurança.
O Muralha Paulista reúne sistemas de monitoramento e bases de dados das forças policiais, possibilitando a identificação de veículos e pessoas com pendências judiciais por meio de câmeras inteligentes. A integração amplia a capacidade de vigilância, agiliza abordagens e contribui para a prevenção de ocorrências em ambientes de grande circulação.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, a iniciativa representa um avanço no uso de soluções tecnológicas voltadas à segurança pública. O projeto foi viabilizado a partir de articulação do prefeito Vinicius Camarinha com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, com apoio da vereadora Rossana Camacho, e será testado em ambiente real ao longo dos cinco dias do evento, com acompanhamento das forças policiais.
Para viabilizar a operação, a Prefeitura publicou chamamento no Diário Oficial convidando empresas interessadas em fornecer equipamentos sem custos ao município. A empresa Life atendeu aos requisitos técnicos e foi selecionada como parceira do projeto.
A preparação incluiu visitas técnicas e reunião no 9º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em Marília, com a participação de equipes da Prefeitura, da Polícia Militar e da organização do evento, para alinhamento das ações. Na última semana, foram realizados testes operacionais e a homologação do sistema.
O prefeito Vinicius Camarinha destacou o reforço na segurança durante o evento. “A Prefeitura apoia o Japan Fest e garantir a segurança dos visitantes faz parte desse trabalho. O evento será grandioso e com segurança para todos”, afirmou.
O secretário de Tecnologia e Inovação, Rodrigo Ramos, ressaltou o uso responsável da ferramenta. “Estamos utilizando a tecnologia com planejamento e integração entre instituições. O projeto piloto permite avaliar soluções que podem trazer mais agilidade e apoio às forças de segurança”, disse.
Por se tratar de uma ação piloto, a tecnologia será avaliada durante o evento e poderá embasar futuras decisões, respeitando os trâmites legais e as normas vigentes.