As prefeituras da região de Marília têm até 31 de agosto para participar da segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-Estar Animal, realizada pelo Governo de São Paulo. O levantamento busca identificar os serviços, as estruturas e as políticas públicas existentes nos municípios para a proteção e o cuidado de cães e gatos.
Até o momento, 16 dos 51 municípios da região responderam ao questionário, o equivalente a 31,4% de participação. O índice está abaixo da média estadual, de 34,7%, correspondente às respostas encaminhadas por 224 das 645 prefeituras paulistas.
A pesquisa é coordenada pela Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), que prorrogou o prazo de participação até o final deste mês. A intenção é ampliar o número de municípios envolvidos e obter um panorama mais abrangente das iniciativas e dificuldades relacionadas à causa animal.
As informações fornecidas pelas administrações deverão auxiliar na identificação das estruturas disponíveis, dos serviços oferecidos e das principais necessidades de cada município. Os dados também poderão contribuir para o planejamento e o aprimoramento das políticas estaduais de proteção e bem-estar animal.
A diretora de Bem-Estar Animal da Semil, Karen Camargo, afirma que a participação é importante para que o Estado conheça com mais precisão as diferentes realidades locais. “Ao responder à pesquisa, as prefeituras contribuem diretamente para a construção de um diagnóstico amplo, que valoriza as iniciativas já existentes e ajuda a identificar onde ainda é preciso avançar”, declarou.
A primeira edição do levantamento, realizada em 2024, reuniu informações de 151 municípios paulistas. Entre as administrações participantes, 62,3% informaram oferecer serviços permanentes de castração, enquanto aproximadamente 75% contavam com médicos-veterinários envolvidos diretamente no atendimento de cães e gatos.
A pesquisa também identificou casos de acumulação de animais em 45% dos municípios consultados. Outro ponto observado foi a diferença entre o conhecimento disponível sobre animais domiciliados e aqueles que vivem nas ruas.
Segundo o levantamento, 42,3% das prefeituras já haviam realizado estudos sobre a população de animais domiciliados. Em relação aos cães e gatos em situação de rua, o percentual de municípios que possuíam levantamentos era menor, de 24,5%.
A nova edição pretende atualizar essas informações e ampliar o diagnóstico sobre as condições encontradas pelas administrações municipais. As prefeituras que ainda não participaram podem responder ao questionário até 31 de agosto, por meio do formulário disponibilizado pela Semil.