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Prefeito de Oriente analisa eleições e cenário político regional e nacional

Matheus Moris, prefeito de Oriente - Foto: Aline Jimenes/Jovem Pan News Marília

Em entrevista à rádio Jovem Pan Marília nesta semana, o prefeito de Oriente, Geraldo Matheus Moris, avaliou o primeiro turno das eleições de 2026 e comentou o desempenho dos candidatos Alex Manente (Cidadania) e Barros Munhoz (PSD) no município. Segundo o chefe do Executivo, eles foram os mais votados na cidade para deputado federal e estadual, respectivamente. Na avaliação do prefeito, o resultado demonstra o reconhecimento da população pelo trabalho realizado em benefício de Oriente.

Apesar da votação expressiva, Alex Manente não foi reeleito deputado federal. O prefeito classificou o resultado como uma “vitória com gosto de derrota” e afirmou que a cidade demonstrou lealdade aos parlamentares que, segundo ele, mais contribuíram com o município. “Na cidade de Oriente, mostramos que temos lealdade com quem ajuda a cidade. Nós fizemos cerca de 35% dos votos para o Barros Munhoz e para o Alex Manente, que foram realmente os deputados que mais ajudaram nossa cidade”, declarou Moris.

O prefeito classificou a votação dos candidatos como um recorde no município. Ele também relatou que recebeu uma ligação de Alex Manente, que agradeceu o apoio recebido. Segundo Moris, o deputado afirmou que a população de Oriente foi muito leal a ele.

Sobre a não reeleição do parlamentar, o prefeito manifestou discordância em relação ao sistema eleitoral proporcional. Para ele, os candidatos mais votados deveriam ser eleitos, respeitando a ordem de preferência dos eleitores. No entanto, reconheceu que a legislação estabelece regras diferentes. “Minha opinião é que os mais votados deveriam ser eleitos, deveriam respeitar a vontade popular de ordem, mas a legislação não diz isso. A partir do momento que a legislação não diz isso, a gente tem que seguir a legislação”, afirmou.

Na eleição proporcional, a distribuição das vagas considera a votação total dos partidos ou federações, incluindo os votos nominais e de legenda, além das exigências de votação individual. Ao comentar o funcionamento do sistema, Moris também mencionou o PSOL e a deputada Erika Hilton.

O prefeito afirmou acreditar que uma reforma política deverá ser discutida e demonstrou interesse em mudanças no sistema eleitoral. Ele também destacou a importância de a região contar com representantes eleitos para defender suas demandas.

CENÁRIO NACIONAL /Durante a avaliação, Matheus Moris também comentou o cenário político nacional e a disputa presidencial. O prefeito declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou acreditar na possibilidade de uma vitória da direita nas eleições presidenciais.

Segundo ele, as tendências de voto podem ser observadas a partir das estatísticas e do comportamento do eleitorado nas disputas estaduais e nacionais. Na avaliação de Moris, a diferença de votação entre o governador Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad na eleição estadual indicava uma tendência de que eleitores de Tarcísio também votassem nos candidatos ao Senado alinhados ao mesmo campo político.

Moris afirmou que a aproximação política entre Tarcísio e Flávio Bolsonaro poderá favorecer uma atuação conjunta entre os governos estadual e federal, caso ambos ocupem os respectivos cargos. “Eu acho que a direita ganhando, junto com o governador Tarcísio, nós paulistas, prefeitos das cidades paulistas, vamos ter muito a agregar, andar um governo estadual junto com um governo federal, em consonância, juntos”, declarou.

O chefe do Executivo também afirmou que considera necessário haver posicionamento político claro por parte dos agentes públicos. “Eu acho que político tem que ter lado e eu nunca deixei de ter meu lado. Eu consigo conversar com os dois, eu acho que a gente tem que ter lado”, disse.

Ao justificar seu apoio a Flávio Bolsonaro, Moris afirmou acreditar que o país precisa de uma alternativa política diferente. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT já estiveram no poder diversas vezes, e uma nova liderança poderia apresentar outras propostas para o país. “Eu acho que o Lula já foi presidente muitas vezes, o PT já teve o poder muitas vezes. Acho que o que ele podia fazer ele fez. Acho que agora não existe novidade, nós precisamos de algo novo, algo diferente, eu acho que nessa situação, quem pode proporcionar algo diferente é o Flávio”, concluiu.

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