Em meio à comoção provocada pela queda de um avião de pequeno porte em Marília, uma notícia trouxe alívio nesta quinta-feira (11). O piloto Pablo Portella Ilowski, de 28 anos, único sobrevivente do acidente aéreo ocorrido na tarde de quarta-feira (10), recebeu alta médica do HC (Hospital das Clínicas).
A informação foi confirmada por meio de um Boletim Médico Oficial emitido às 9h15 pelo HC-Famema (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília). O documento revelou a alta do paciente e ressaltou que informações mais detalhadas sobre os ferimentos e o estado de saúde são tratadas com absoluto sigilo. Em nota, a instituição também expressou o desejo de uma “plena recuperação” ao paciente.
Pablo sobreviveu graças a uma ação rápida de pessoas que estavam nas dependências da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) no momento do acidente aéreo. Ele foi retirado das ferragens por trabalhadores, instantes antes da chegada das equipes de emergência do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros.
A queda da aeronave modelo Beechcraft 58 Baron, de prefixo PT-MDB, ocorreu pouco depois da decolagem do Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich. O avião, operado em caráter privado, caiu em um campo de futebol localizado dentro das dependências da AABB.
Segundo informações da Rede Voa, concessionária que administra o terminal, o voo havia decolado com três ocupantes e tinha previsão de retornar ao próprio Aeroporto de Marília.
Logo após o impacto e o resgate de Pablo, a aeronave foi tomada por um incêndio intenso. Pessoas que estavam no local usaram extintores para tentar conter as chamas e resgatar as outras vítimas, porém o fogo se alastrou rapidamente.
Os outros dois ocupantes da aeronave, identificados como os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, e Henrique Guariente Filho, de 47 anos, não conseguiram ser retirados e morreram no local.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo. O local foi periciado pela Polícia Científica e os destroços agora passam por análise das equipes do Seripa IV (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão ligado ao Cenipa, que já iniciou as investigações para apurar as circunstâncias e as causas da queda.