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Vera Cruz decreta calamidade diante de alerta para temporais

Foto: Assessoria de Imprensa

A Prefeitura de Vera Cruz decretou estado de calamidade pública por dez dias e adotou medidas preventivas diante dos alertas para tempestades severas entre sexta-feira (11) e este sábado (12). As ações incluem racionamento de água, formação de um gabinete de crise, preparação de abrigos temporários e manutenção dos servidores municipais em regime de sobreaviso.

O Decreto 4.682/2026 foi publicado às 13h de sexta-feira no Diário Oficial do Município. O prazo poderá ser prorrogado enquanto persistirem as condições que motivaram a medida.

A decisão considera os alertas emitidos pela Defesa Civil do Estado de São Paulo para chuvas fortes e volumosas, rajadas de vento, raios e granizo. A região de Marília, na qual Vera Cruz está localizada, foi apontada como uma das áreas com maior potencial para fenômenos severos, inclusive eventos extremos em pontos isolados.

Os servidores municipais foram dispensados do expediente regular a partir das 15h de sexta-feira, mas permaneceram em regime de sobreaviso para atender demandas de urgência e emergência. O decreto também prevê a mobilização de funcionários para uma força-tarefa de gerenciamento de crise.

O gabinete de crise será formado pelo prefeito, secretários e diretores municipais, com o apoio da Compdec (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil). O grupo ficará responsável pelas decisões relacionadas ao enfrentamento de possíveis ocorrências.

A administração municipal também poderá realizar compras e contratações emergenciais de bens e serviços necessários ao atendimento da população, à resposta a ocorrências e à manutenção dos serviços públicos essenciais.

O decreto estabelece ainda o racionamento de água potável enquanto permanecer o estado de calamidade. A medida considera que eventuais quedas de energia provocadas pelos vendavais podem afetar o sistema de abastecimento. Unidades de saúde, abrigos temporários e outros serviços essenciais terão prioridade no fornecimento.

O Centro Comunitário Amadeu Deoti, conhecido como Salão Verde, e o Ginásio de Esportes Wilson Peloso foram definidos como possíveis abrigos para pessoas desabrigadas ou desalojadas. Escolas municipais e outros prédios públicos também poderão ser utilizados se houver necessidade de ampliar a capacidade de acolhimento.

A Casa da Lavoura, localizada na rua Paes Leme, 98, no Centro, funcionará como ponto de apoio para pedidos de ajuda e socorro em caso de interrupção dos meios de comunicação. A orientação é para que os moradores acompanhem os alertas da Defesa Civil e os canais oficiais durante o período de risco.

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