Uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de lesão corporal e injúria na madrugada desta sexta-feira (17), que teriam sido cometidas pela própria mãe, de 50 anos, em uma residência localizada no Jardim Lavínia, zona Norte de Marília. A mulher teria jogado álcool na cama da garota e ameaçado atear fogo.
A confusão teria começado após a estudante retornar da escola e se recusar a cumprimentar o atual namorado da mãe. A jovem relatou à polícia que o homem a observaria de maneira insistente, o que lhe causaria intimidação, e que passou a evitar contato com ele por esse motivo.
Apesar de já ter relatado a situação à mãe, a mulher não teria acreditado na versão da filha. Em represália à postura da adolescente, teria passado a enviar mensagens ofensivas, afirmando que ela “não era pessoa”, chamando-a de “bicho” e “mal-educada”.
A situação teria se agravado quando a mãe, que trabalha como cozinheira, encontrou fotografias do ex-marido (pai da vítima) guardadas no quarto da filha. A autora teria rasgado as imagens e proferido xingamentos contra o ex-companheiro, afirmando que não queria qualquer imagem ou a presença dele na residência.
Durante o desentendimento, a mãe também teria proibido que o namorado da adolescente continuasse dormindo na casa aos finais de semana, como era permitido anteriormente.
Pressionada, a jovem teria declarado que iria dormir na casa do próprio namorado. Nesse momento, a mãe teria pegado um recipiente com álcool, despejado o líquido sobre a cama da filha e ameaçado atear fogo nos pertences caso ela tentasse sair.
Em seguida, utilizando uma cinta, a mulher teria passado a agredir fisicamente a adolescente, causando lesões na cabeça, nos braços e nas costas da vítima. A jovem declarou à polícia que episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente pelos mesmos motivos.
Após o episódio, a adolescente conseguiu acionar o pai por telefone. Ele foi até o local, resgatou a filha e, no momento, ela encontra-se sob seus cuidados.
A Polícia Civil expediu requisição para que a jovem passe por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como lesão corporal e injúria e será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).