domingo, 5
de
julho
de
2026
☁️ 13°C

AMTU defende linhas diretas e terminais de integração em novo plano do transporte

Com a elaboração do Plano de Remodelagem do Transporte Público de Marília, a AMTU (Associação Mariliense de Transporte Urbano) defende que o estudo avance para mudanças estruturais no sistema, como a criação de linhas diretas, descentralização do terminal urbano, implantação de terminais de integração e uso de veículos menores em trajetos específicos. A entidade representa as concessionárias Grande Marília e Sorriso de Marília, responsáveis pela operação do transporte coletivo no município.

O plano está sendo desenvolvido pela empresa Tectrans Tecnologia e Transportes, contratada pela Emdurb (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana), autarquia vinculada à Prefeitura de Marília. A previsão é de que o estudo seja apresentado em até 90 dias.

Segundo a AMTU, a revisão do modelo é uma reivindicação antiga das empresas concessionárias, que apontam defasagem na configuração atual do sistema. A associação afirma que o desenho das linhas ainda segue uma lógica implantada há cerca de 40 anos, com concentração das viagens no terminal central e grande dependência da ligação entre bairros e região central.

As concessionárias foram contratadas pela Prefeitura em 2011 e iniciaram a operação em maio de 2013. De acordo com a entidade, desde o início do contrato já havia avaliação de que o modelo precisava ser revisto para acompanhar a expansão urbana de Marília e as mudanças nos fluxos de passageiros.

“Nos contrataram para operar um sistema implantado na época em que o terminal de passageiros fechado foi instalado, centralizando toda a operação, obrigando todas as linhas a circular entre o centro e os bairros. Uma configuração criada há 40 anos que já não comporta mais para o tamanho da cidade, que exige estratégias diferentes, e que o estudo irá indicar de forma técnica e científica a melhor a ser praticada”, afirmou Alexandre Santiago, diretor da AMTU e representante da Sorriso de Marília.

A associação informou que tem contribuído com informações solicitadas para a elaboração do plano e que as empresas também oferecem contrapartida financeira para o custeio do estudo. Para a AMTU, a iniciativa da Emdurb e da Prefeitura representa uma oportunidade de modernizar o transporte coletivo com base em dados técnicos sobre demanda, operação e deslocamentos da população.

Entre as alternativas defendidas pela entidade estão a descentralização do terminal urbano, a criação de terminais de integração, a implantação de micro-ônibus para melhorar a velocidade média em determinadas regiões, a adoção de linhas diretas que não passem pelo terminal central e o uso de BRTs em linhas troncais.

Outro ponto citado pela associação é a definição de uma tarifa técnica adequada, considerada pelas concessionárias essencial para dar sustentação econômica ao sistema. A tarifa técnica corresponde ao custo necessário para manter a operação do transporte, considerando fatores como frota, combustível, funcionários, manutenção e demanda de passageiros.

“Parabenizamos a Prefeitura de Marília e a Emdurb pela coragem de enfrentar um problema antigo de frente. Temos plena confiança de que a empresa escolhida será capaz de modernizar o sistema de transporte de Marília como a cidade merece”, afirmou Marcos Vinícius Jacomelli, diretor da AMTU e responsável pela Grande Marília.

Segundo a entidade, um sistema mais eficiente deve considerar as necessidades dos usuários e as transformações urbanas do município. A AMTU avalia que a remodelagem pode melhorar o atendimento atual e preparar o transporte coletivo para futuras readequações, de acordo com o crescimento da cidade.

Leia também