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Após ano crítico, Marília se aproxima da metade de 2026 com 77 casos de dengue

Marília se aproxima da metade do ano com 77 casos confirmados de dengue, segundo dados do painel da Secretaria Municipal da Saúde referentes ao período de 1º de janeiro a 17 de junho, com base na data dos sintomas primários. Do total, cinco apresentam sinais de alarme. O município não registra casos de dengue grave nem óbitos pela doença no período.

Os dados apontam ainda 971 notificações, 797 casos descartados e 871 curas no mesmo intervalo. Apesar do cenário considerado sob controle pela pasta, a Prefeitura realizará neste sábado (20), a partir das 8h30, mais duas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti na zona Norte da cidade.

Os números representam queda expressiva em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, entre 1º de janeiro e 17 de junho, Marília somava 23.037 notificações, 14.388 casos confirmados de dengue e 36 óbitos pela doença. Do total de confirmações, 13.800 eram casos de dengue, 513 apresentavam sinais de alarme e 75 foram classificados como dengue grave.

As ações deste sábado serão realizadas no formato de BCC (Bloqueio de Controle de Criadouros), com vistorias em imóveis, orientação aos moradores e eliminação de possíveis focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Segundo a Prefeitura, os trabalhos serão concentrados nas áreas de abrangência das USFs (Unidades de Saúde da Família) Jardim Renata “Dr. Celso Norikazu Tanahara” e Santa Antonieta III/Julieta.

Ao todo, participarão das ações 22 agentes de saúde e dois supervisores, além de motoristas responsáveis pelo transporte das equipes. Além da vistoria e eliminação de criadouros, o trabalho terá caráter educativo, com orientação aos moradores sobre a importância da limpeza frequente dos imóveis e da retirada de recipientes que possam acumular água.

A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, reforçou a importância da colaboração dos moradores durante as visitas. “Os nossos agentes e supervisores estão sempre atentos aos locais e a tudo que possa servir de criadouro do Aedes. Eles orientam também os moradores sobre como fazer uma vistoria semanal em suas casas, removendo tudo o que pode acumular água. Desde já, solicito que a nossa população libere a entrada dos profissionais para que o trabalho possa ser executado”, disse.

A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é para que os moradores recebam os agentes e mantenham a vistoria semanal em quintais, calhas, vasos, garrafas, pneus e demais objetos que possam acumular água.

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