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Auxílio-Aluguel beneficia 122 mulheres em situação de violência na região de Marília

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O Auxílio-Aluguel destinado a mulheres em situação de violência doméstica beneficiou 122 mulheres da região administrativa de Marília em agosto. O Governo do Estado destinou R$ 61 mil ao pagamento das beneficiárias inscritas no programa até julho.

Os dados foram consolidados pela Seds (Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo). Em todo o Estado, 5,8 mil mulheres receberam o auxílio em agosto, com a destinação de mais de R$ 2,9 milhões.

Criado em fevereiro de 2025, o programa já atendeu mais de 9,9 mil mulheres, com investimentos superiores a R$ 29,9 milhões. A iniciativa alcançou 593 municípios paulistas desde sua implantação.

O benefício consiste no pagamento mensal de R$ 500 durante seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A medida busca oferecer condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam deixar ambientes violentos com segurança e autonomia.

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, romper o ciclo da violência doméstica exige, além de coragem, apoio e condições concretas para um recomeço seguro. Ela destacou que o auxílio representa um suporte financeiro e uma ferramenta de autonomia e dignidade para as mulheres atendidas.

Podem solicitar o benefício mulheres que tenham medida protetiva expedida pela Justiça, residam no estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e possuíssem, até o momento da separação, renda de até dois salários mínimos.

O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social das cidades participantes. Após a análise e a aprovação do pedido, o valor é disponibilizado diretamente às beneficiárias por meio de Poupança Social no Banco do Brasil.

Além do auxílio financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais e amplia o acesso das beneficiárias a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento.

O atendimento pode ser procurado no Cras (Centro de Referência da Assistência Social), Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e nos centros de referência de atendimento à mulher. Também fazem parte da rede unidades de saúde, hospitais, DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), distritos policiais, Ministério Público, Defensoria Pública e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Orientações e denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180. Em situações de emergência, o acionamento deve ocorrer pelo telefone 190.

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