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Briga de casal termina com mãe e filho presos por depósito clandestino de remédios em Marília

Uma ocorrência de violência doméstica terminou com mãe e filho presos na madrugada desta sexta-feira (25), em Marília, após a polícia localizar um depósito clandestino de medicamentos em uma chácara de Padre Nóbrega. O caso envolveria agressões, ameaças, possível coação e o armazenamento de milhares de doses de anabolizantes e substâncias controladas.

A vítima relatou que o relacionamento, iniciado havia cerca de um mês e meio, teria passado a ser marcado por constantes desavenças nos últimos dias. Segundo ela, o companheiro a teria intimidado e obrigado a armazenar o lote na residência.

Na noite de quinta-feira (24), uma nova discussão teria terminado em agressões físicas e ameaças de morte contra a mulher. Após o episódio, ela teria tomado medicamentos e adormecido. Horas mais tarde, teria acordado e encontrado a mãe do companheiro dentro da residência. A mulher teria ido ao local para retirar os produtos porque o filho afirmava “não confiar mais” na namorada. A vítima, então, telefonou para a Polícia Militar.

Com a chegada das viaturas à chácara, a mulher relatou a violência que teria sofrido e indicou o cômodo onde o estoque estaria guardado. Segundo a polícia, foram recolhidos 8,4 quilos de matéria-prima e comprimidos, milhares de ampolas de substâncias anabolizantes sem identificação ou registro da Anvisa, caixas de calmantes controlados, emagrecedores e estimulantes sexuais contrabandeados, além de uma balança e anotações financeiras que estariam relacionadas às transações.

O homem foi preso logo depois em sua residência. Durante o interrogatório policial, ele teria afirmado desconhecer a existência dos medicamentos. A mãe dele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Diante da ausência de registros sanitários e da suposta procedência clandestina dos produtos, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante de ambos e não concedeu fiança. O homem também foi autuado por lesão corporal qualificada e ameaça majorada contra a mulher.

Medidas protetivas de urgência foram concedidas à vítima. O inquérito policial deverá apurar se ela teria agido sob coação ou participado conscientemente da manutenção do depósito. Mãe e filho seriam encaminhados para unidades prisionais da região.

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