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Em Marília, Alckmin anuncia leilão para duplicar trecho paulista da BR-153

Foto : Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (11), em Marília, que o leilão para a nova concessão da BR-153 no estado de São Paulo deverá ser realizado no segundo semestre de 2026. O projeto prevê a duplicação de todo o trecho paulista da rodovia, entre Icém, na divisa com Minas Gerais, e Ourinhos, na divisa com o Paraná, incluindo o contorno que passa por Marília.

O anúncio foi feito durante reunião realizada no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que reuniu prefeitos e lideranças regionais para discutir as condições da BR-153, também conhecida como Rodovia Transbrasiliana. A duplicação da via é uma reivindicação antiga da região, que há anos cobra melhorias em razão do grande fluxo de veículos e do histórico de acidentes registrados ao longo do trecho.

A BR-153 possui cerca de 3.585 quilômetros de extensão, ligando Marabá (PA) a Aceguá (RS), na fronteira com o Uruguai, e atravessa oito estados brasileiros. Em São Paulo, o trecho tem aproximadamente 321 quilômetros, de Icém a Ourinhos. O contorno de Marília tem cerca de 37 quilômetros.

Durante o encontro, Alckmin destacou a importância da rodovia para a logística nacional. O vice-presidente observou ainda que a atual concessão teve início em 2008 e tem término previsto para 2033, mas afirmou que o governo federal considera necessária a realização de intervenções antes do encerramento do contrato.

“O governo do presidente Lula fez um projeto para um novo leilão. Esse projeto duplica toda a BR-153 no estado de São Paulo, desde Icém, na divisa com Minas Gerais, até Ourinhos, na divisa com o Paraná, incluindo o contorno de Marília”, afirmou.

Após a conclusão da proposta, o projeto deverá ser encaminhado ao TCU (Tribunal de Contas da União). Com aval do órgão, caberá à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) abrir o novo leilão da concessão.

Segundo Alckmin, o processo será aberto à participação de empresas interessadas, inclusive da atual concessionária. Caso a empresa que hoje administra a rodovia participe e vença o certame, continuará responsável pela concessão, mas terá de cumprir o novo cronograma de obras. Se outra empresa vencer, a atual concessionária deixará a operação sem necessidade de aguardar o fim do contrato vigente, previsto para 2033.

O projeto também prevê a implantação do conceito de “rodovia viva”, com oferta de internet sem fio (Wi-Fi), áreas de apoio para caminhoneiros e sistemas modernos de pesagem de veículos de carga.

Ao defender a duplicação da rodovia, o vice-presidente ressaltou os impactos dos acidentes de trânsito no país. Segundo ele, os investimentos em infraestrutura viária contribuem para a redução de mortes e para o aumento da segurança dos usuários das estradas.

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