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Em Marília, Derrite defende Flávio Bolsonaro e reforça discurso anticrime

O deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, esteve em Marília nesta sexta-feira (15) para encerrar a 33ª Semana Jurídica da Universidade de Marília (Unimar) e aproveitou a passagem pela cidade para sair em defesa do senador Flávio Bolsonaro, em meio à repercussão nacional do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Durante entrevista à imprensa, Derrite afirmou não ver ilegalidade na relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, classificando o episódio como uma “relação privada” sem uso de dinheiro público ou favorecimento político. A declaração ocorre após a divulgação de áudios e mensagens que colocaram o senador no centro da crise envolvendo o Banco Master.

“Não teve favorecimento pessoal, não teve dinheiro de corrupção, não teve dinheiro público. Relação privada é uma coisa e relação pública é outra”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o acordo citado nas investigações teria sido firmado em 2024, antes da revelação das supostas irregularidades envolvendo o banco.

Derrite também reforçou apoio político ao senador. “Eu estou junto e não mudo em nada meu apoio ao senador Flávio Bolsonaro. Vai ser só o primeiro de muitos ataques que virão”, declarou.

Cotado como pré-candidato ao Senado Federal por São Paulo nas eleições de 2026, Derrite aproveitou a entrevista para ampliar o discurso político, defendendo um Senado “mais firme” diante do Judiciário e criticando decisões recentes dos tribunais superiores.

“Hoje infelizmente vivemos uma época em que há um avanço de um poder, o Judiciário, sobre os demais poderes”, disse. O deputado citou como exemplo uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral envolvendo mudanças nas regras para votação de presos provisórios.

Na área da segurança pública, tema central da palestra realizada na Unimar, o parlamentar voltou a defender endurecimento das leis penais, maior enfrentamento ao crime organizado e integração entre forças estaduais, federais e municipais.

“O PCC em São Paulo tem como maior fonte de receita o tráfico internacional de drogas. O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo e o Porto de Santos é o segundo maior exportador do mundo”, afirmou.

Derrite também declarou ser favorável ao emprego das Forças Armadas no controle de fronteiras e defendeu atuação coordenada entre União, estados e municípios no combate às facções criminosas.

Ao comentar os índices de confrontos policiais durante sua gestão na Secretaria de Segurança Pública paulista, o deputado afirmou não ter receio de defender a política adotada. “Aumentou o confronto? Sim. Nós enfrentamos o crime organizado. Recuperamos territórios dominados pelo crime na Baixada Santista com suor e sangue de policiais”, disse.

O parlamentar ainda exaltou o trabalho das forças de segurança e criticou o que chamou de sensação de impunidade no país. Segundo ele, a reincidência criminal demonstra falhas na legislação brasileira.

“Não é razoável um país prender 10, 15, 30 vezes o mesmo criminoso por roubo. A certeza da impunidade gera reincidência criminal e um retrabalho para a polícia”, afirmou.

Durante a palestra na Semana Jurídica, Derrite também abordou medidas implementadas durante sua passagem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, como realização de concursos para recomposição do efetivo policial, ações de combate ao crime organizado e mudanças legislativas relacionadas à execução penal.

Entre os pontos destacados pelo deputado estão o fim da chamada “saidinha” temporária para presos condenados, endurecimento das penas contra facções criminosas e defesa de maior rigor no sistema de justiça criminal.

Ao final da entrevista, Derrite agradeceu o convite da Unimar e destacou a importância da instituição para a região. “A gente sabe o quanto a Unimar representa em termos de desenvolvimento econômico para a região metropolitana de Marília. Ser convidado para palestrar aqui é motivo de honra e orgulho”, afirmou.

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