Um frentista de 47 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (12) acusado de agredir, estrangular e ameaçar de morte a companheira, uma auxiliar de cozinha de 34 anos, em uma residência no bairro Palmital, zona Norte de Marília. O suspeito negou as acusações, mas foi autuado por violência doméstica.
A ocorrência foi registrada por volta das 2h30, após a Polícia Militar (PM) ser acionada para atender a uma denúncia. A vítima contou que estava em casa com o companheiro e os dois filhos menores quando o homem, após ingerir bebida alcoólica, iniciou uma discussão por motivos considerados banais. Durante o desentendimento, ele a agarrou pelo pescoço e a estrangulou na frente das crianças.
Ainda de acordo com a mulher, as agressões continuaram com tapas no rosto e chutes. Ela contou aos policiais que, em consequência do estrangulamento, passou a sentir fortes dores no pescoço e dificuldade para engolir, inclusive água.
Além das agressões físicas, o suspeito teria afirmado que iria matá-la, provocando intenso medo na vítima. Ela informou, ainda, que, embora fosse a primeira vez que sofria agressões físicas, já havia sido alvo de ofensas verbais em outras ocasiões, principalmente quando o companheiro fazia uso de bebidas alcoólicas.
Os policiais militares que atenderam à ocorrência confirmaram que encontraram a vítima bastante abalada. Conforme relataram, o homem admitiu ter consumido grande quantidade de bebida alcoólica, mas negou as agressões e as ameaças. Diante dos indícios apresentados e do relato da mulher, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.
Em depoimento à Polícia Civil, o investigado voltou a negar as acusações e solicitou apenas a realização de exame de corpo de delito, sem apresentar versão alternativa para os fatos.
A vítima requereu medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
Após analisar o caso, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. Também representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, considerando a gravidade das agressões, o risco à integridade física e psicológica da vítima e a necessidade de preservação da ordem pública.
O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília.