Uma mulher de 66 anos foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira (22) por descumprimento de medida protetiva e perseguição contra a própria filha, em Garça. Segundo a denúncia, há vários dias ela vinha perseguindo a vítima, que acionou a Polícia Militar para denunciar a mãe.
Os policiais militares foram acionados por volta das 9h30 para atender uma ocorrência de violência doméstica em uma empresa localizada na avenida da Saudade, onde a vítima trabalha. No local, encontraram a suspeita em frente ao estabelecimento.
Segundo a vítima, já existiam medidas protetivas de urgência vigentes contra a mãe, determinadas pela Justiça em razão de episódios anteriores de violência familiar. Ainda conforme a denúncia, a mulher vinha descumprindo reiteradamente as determinações judiciais e perseguindo a filha.
A vítima relatou aos policiais que, na madrugada do dia 18, a mãe teria ido até sua residência, acionando repetidamente a campainha e tentando entrar no imóvel. No dia seguinte, voltou ao local de trabalho da filha, mas foi impedida de manter contato pelos funcionários da empresa.
Já na manhã desta segunda-feira, a idosa retornou ao estabelecimento apresentando comportamento alterado. Testemunhas relataram que ela gritava com funcionários e exigia falar com a filha. Pouco depois, voltou ao local, onde teria mexido na motocicleta da vítima e permaneceu nas proximidades portando um pedaço de madeira.
Ainda segundo o registro policial, a vítima afirmou que esta foi a terceira vez, em poucos dias, que a mãe compareceu ao seu local de trabalho sempre com comportamento agressivo e exaltado, o que lhe causava medo em razão do histórico de conflitos familiares.
A vítima apresentou aos policiais vídeos que comprovam a presença da autora nas proximidades da empresa e manifestou interesse em representar criminalmente pelo crime de perseguição.
Diante do descumprimento das medidas protetivas e da situação de flagrante, os policiais deram voz de prisão à mulher, que foi encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Garça.
Após analisar os fatos, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, previsto na Lei Maria da Penha, e perseguição (stalking), previsto no artigo 147-A do Código Penal.
Segundo a Polícia Civil, não foi arbitrada fiança em razão do risco de reiteração das condutas e do histórico de descumprimento de decisões judiciais. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A mulher permaneceu à disposição da Justiça.