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‘Inquérito Canino’ contra a Leishmaniose percorre casas e deve examinar mil cães em Queiroz

Trabalho está sendo realizado pela veterinária do município durante visitas nas casas de tutores de cães e expectativa é atender mil animais - Foto: Assessoria de Imprensa

A Vigilância Sanitária de Queiroz iniciou, no último dia 4 de maio, o Inquérito Canino Municipal, ação voltada à identificação e controle da Leishmaniose Visceral no município. O trabalho seguirá até agosto e prevê a coleta de sangue de aproximadamente mil cães para realização de exames laboratoriais capazes de detectar a doença.

As visitas estão sendo realizadas pela médica veterinária do município diretamente nas residências dos tutores. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Queiroz, Ester da Silva, a iniciativa é considerada fundamental para a prevenção e o monitoramento da enfermidade.

“Esse trabalho nos permite identificar precocemente animais infectados, auxiliando no controle e na prevenção da Leishmaniose, uma doença que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos”, destacou.

De acordo com a Vigilância Sanitária, o inquérito é realizado anualmente como forma de acompanhar a circulação da doença no município e adotar medidas preventivas. A diretora reforçou ainda a importância da colaboração da população durante a ação.

“Pedimos aos moradores que recebam nossas equipes e permitam a realização da coleta nos animais, contribuindo para a proteção da saúde de toda a comunidade”, afirmou Ester.

Embora a Leishmaniose não tenha cura definitiva, os animais diagnosticados podem receber tratamento em clínicas veterinárias particulares. O procedimento não é oferecido pela Prefeitura. Outra possibilidade prevista é a eutanásia dos cães infectados, conforme orientação veterinária e protocolos sanitários.

A Leishmaniose Visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha, também conhecido como birigui, asa-dura ou tatuquira. O inseto, de pequeno porte e coloração semelhante à palha, transmite o parasita Leishmania chagasi após picar animais infectados e, posteriormente, seres humanos ou outros animais sadios.

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