O documento foi elaborado após vistoria realizada nos dias 13 e 14 de abril e aponta a existência de fissuras e trincas em evolução em diversos pontos da estrutura, especialmente em alvenarias, esquadrias e elementos de vedação, indicando movimentações e possível comprometimento dos sistemas construtivos.
De acordo com o parecer, há risco de colapso parcial da edificação, o que, embora não represente um colapso estrutural iminente, é considerado suficiente para comprometer a segurança dos usuários, principalmente em razão do uso público e do fluxo de pessoas no local.
O laudo também destaca que o terminal possui mais de 50 anos e não foi projetado para suportar as condições atuais de operação, incluindo aeronaves de maior porte e vibrações constantes decorrentes de pousos e decolagens, fatores que podem agravar as patologias identificadas.
Outro ponto crítico apontado é a ausência de medidas adequadas de prevenção contra incêndio, como a inexistência de projeto aprovado de combate a incêndio (PPCI), além de falhas nas condições de acessibilidade, em desacordo com normas técnicas vigentes.
Diante do conjunto de irregularidades, o responsável técnico conclui que não é recomendada a continuidade do uso do terminal nas condições atuais, indicando a necessidade de interdição até que sejam realizadas adequações estruturais e normativas.
Procurada, a concessionária VOA-SP informou que a reforma do terminal, inicialmente prevista para 2029 no contrato de concessão, já foi protocolada para ocorrer de forma antecipada. No entanto, segundo a empresa, a situação está sob análise judicial no Fórum de Marília por questões técnicas.
A concessionária afirmou ainda que, enquanto não há decisão, serão realizadas manutenções periódicas provisórias para melhorar as condições de infraestrutura do aeroporto e do terminal, visando maior conforto aos passageiros.