Um homem de 26 anos foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (2), em Vera Cruz, após ameaçar de morte os próprios avós e desacatar policiais civis durante a abordagem. O caso foi registrado como ameaça, violência doméstica com base na Lei Maria da Penha e desacato.
A confusão começou por volta das 7h, na residência dos idosos, localizada na rua Treze de Maio, na região central da cidade. O rapaz chegou ao imóvel após passar a noite fora e pediu à avó, de 69 anos, que lhe entregasse um veículo para que pudesse ir até Marília.
A idosa explicou que o automóvel não era de sua propriedade e, por isso, não poderia atendê-lo. Diante da negativa, o neto passou a agir de forma agressiva, proferindo diversos xingamentos e ameaçando matar os avós. Conforme o relato da vítima à Polícia Civil, ele afirmou que iria “degolar ambos”, referindo-se à avó e ao avô, de 74 anos, que estava trabalhando no momento dos fatos.
Assustada, a mulher acionou o marido para retornar à residência e, em seguida, procurou a Delegacia de Polícia de Vera Cruz para registrar a ocorrência. Ela informou que o neto é usuário de drogas e bebidas alcoólicas e que costuma apresentar comportamento agressivo quando faz uso dessas substâncias.
Temendo pela própria segurança e pela integridade física do esposo, a vítima também solicitou medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
Após o registro da ocorrência, policiais civis iniciaram diligências e localizaram o suspeito em via pública, a poucos metros da residência da família. Ele estava bastante agressivo e violento, passou a ofender a honra dos policiais e ofereceu resistência à abordagem, embora nada de ilícito tenha sido encontrado durante a revista pessoal.
Considerando as ameaças feitas momentos antes, o risco concreto às vítimas e o enquadramento dos fatos na legislação de combate à violência doméstica, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao suspeito, que foi conduzido à delegacia.
Durante a permanência na carceragem, o preso continuou alterado, gritando que “logo sairia da prisão” e que “voltaria para resolver tudo”. Ele ainda teria urinado propositalmente duas vezes no interior da cela, comportamento que, na avaliação da autoridade policial, reforçou a necessidade da manutenção da prisão.
Diante das circunstâncias, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, entendendo que o investigado representa risco concreto às vítimas.