A Polícia Federal (PF) de Marília deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Hermes, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por atuar na aquisição e distribuição de cédulas falsas na região de Assis. O grupo também é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, estelionato, posse ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um dos integrantes da organização, que recebeu cédulas falsas enviadas pelos Correios. A partir desse episódio, os policiais federais conseguiram identificar outros membros do grupo e mapear a estrutura criminosa.
Segundo a PF, os investigados estavam divididos em núcleos de atuação, com funções específicas relacionadas às diferentes atividades ilícitas. As apurações apontam que a organização possuía atuação em âmbito nacional e teria movimentado uma quantidade expressiva de dinheiro falso na região ao longo dos últimos anos.
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Os agentes recolheram materiais que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações, que seguem em andamento.
A Polícia Federal informou que a análise dos equipamentos, documentos e demais elementos apreendidos deverá auxiliar na identificação de outros envolvidos e no esclarecimento da extensão das atividades criminosas atribuídas ao grupo.
Origem do nome da operação
O nome “Hermes” faz referência ao deus mensageiro da mitologia grega, conhecido por sua astúcia e velocidade, simbolizadas pelas tradicionais sandálias aladas. Filho de Zeus e da ninfa Maia, Hermes era considerado o protetor dos viajantes, comerciantes e diplomatas. Em algumas narrativas mitológicas, também é associado aos ladrões, à malandragem e à trapaça — características que motivaram a escolha do nome para a operação policial.