Uma operação da Polícia Militar (PM) resultou na apreensão de 93 cabeças de gado de corte na tarde de quarta-feira (26), furtadas em Minas Gerais, e na prisão em flagrante de um agropecuarista de 34 anos, em Pompeia. Os animais, da raça Nelore e mestiços, pertencem a uma fazenda no município mineiro de Campina Verde.
O caso começou a ser desvendado após uma troca de informações entre as corporações policiais dos dois Estados. A PM paulista foi alertada de que animais subtraídos da Fazenda Arantes, em território mineiro, no dia 25 de agosto, haviam sido enviados para um sítio localizado na zona rural de Pompeia.
Ao comparecerem à propriedade, os policiais militares foram recebidos pelo proprietário da terra. No local, constataram a presença de dezenas de animais recém-chegados em um caminhão. No início da noite, o filho do fazendeiro chegou ao sítio conduzindo um caminhão Mercedes-Benz azul, com outro lote de bois, acompanhado de um ajudante.
Indagado sobre a procedência da carga, sustentou ter adquirido cerca de 120 animais no Triângulo Mineiro pelo valor de R$ 400 mil, a prazo. Ele admitiu que embarcou e transportou o gado sem portar as respectivas guias de trânsito e notas fiscais, afirmando que faria a regularização posteriormente. Justificou também que nove cabeças teriam morrido ao longo do percurso interestadual.
A PM acionou a vítima do furto em Campina Verde. Ele reconheceu os animais por meio da marcação “SJV” gravada nos bovinos. Cada cabeça foi avaliada em R$ 3,4 mil, totalizando R$ 316,2 mil para o lote localizado.
O pai do investigado declarou às autoridades que não tinha conhecimento da negociação realizada pelo filho e desconhecia a procedência ilícita do rebanho. Os 93 bovinos foram formalmente apreendidos e permaneceram no sítio até a viabilização do transporte de retorno a Minas Gerais.
O caso foi encaminhado ao plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante do suspeito pelo crime de receptação. Considerando o transporte entre Estados e a complexidade do esquema, a autoridade não concedeu fiança e representou à Justiça pela prisão preventiva do indiciado, que foi encaminhado nesta quinta-feira (27) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho.