O ex-vereador de Pompeia Jorginho Chicarelli manifestou preocupação com os possíveis impactos da construção de moradias populares em uma área próxima ao Recinto Mário Zapparoli e à Arena de Esportes e Eventos. A Prefeitura, entretanto, afirma que as localidades mencionadas nos documentos do projeto são indicativas e que a escolha do terreno depende da conclusão de estudos técnicos, ambientais e urbanísticos.
Durante entrevista à Jovem Pan News Marília, Chicarelli afirmou que 11 casas poderiam ser implantadas em uma área utilizada durante eventos realizados no recinto. Segundo ele, o terreno estaria associado a estruturas como estacionamento, portaria, bilheteria e espaço destinado ao parque.
Na avaliação do ex-vereador, a ocupação poderia comprometer a organização de futuras edições da Festa do Peão e reduzir o espaço disponível para o público. “A tendência do Recinto de Rodeios é acabar”, afirmou.
Chicarelli reconheceu a importância da construção de moradias populares, mas questionou a possibilidade de utilização dessa área. Segundo ele, outros terrenos poderiam ser avaliados, incluindo regiões de Paulópolis e Bela Vista.
O ex-vereador também apontou possíveis dificuldades para a realização de eventos de grande porte. “Infelizmente não tem como se fazer uma Festa do Peão com segurança e com qualidade para as pessoas”, declarou.
O projeto mencionado integra a Concorrência Eletrônica nº 1/2026, destinada à construção de 20 moradias populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Documentos técnicos anexados ao processo apresentam referências à implantação de 11 unidades no Núcleo Habitacional Juscelino Kubitschek e de outras nove no Residencial Izabel Maria da Silva.
Segundo a Prefeitura, porém, as menções a localidades em editais e documentos preliminares têm caráter indicativo e não representam uma definição final. A administração afirma que a escolha dos terrenos está condicionada à conclusão dos estudos de viabilidade técnica, ambiental e urbanística em andamento, que também abrangem outras áreas da cidade.
O documento referente ao Contrato nº 28/2026, datado de 24 de agosto, identifica a empresa Pau a Pique Construções Ltda.-ME e indica o valor de R$ 3.209.731,09. O prazo estimado para a execução é de 12 meses, contados a partir do início dos trabalhos.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura informou que as áreas indicadas no edital ainda não constituem uma decisão definitiva e que o documento poderá passar por alterações e retificações ao longo do processo administrativo, de acordo com os estudos técnicos.
A administração também negou que as estruturas e áreas operacionais do Recinto Mário Zapparoli ou a realização de eventos como a Festa do Peão serão prejudicadas. Em nota, afirmou que pretende conciliar a ampliação do acesso à habitação social com a preservação dos espaços destinados à cultura e ao lazer.