Marília passou a contar com uma área regularizada para o recebimento de resíduos da construção civil, como concreto, pedras, tijolos e materiais provenientes de obras, reformas e demolições. O novo aterro foi inaugurado no sábado (11), no km 339 da Rodovia Rachid Rayes (SP-333), ao lado da usina da Maripav, no sentido Assis.
A abertura da unidade permitirá o encerramento das atividades da antiga área de descarte utilizada nas proximidades do distrito de Avencas. A partir de agora, os resíduos recolhidos pelas empresas de caçambas deverão ser encaminhados ao novo endereço, que contará com estrutura adequada e fiscalização.
A implantação atende a uma reivindicação da Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçambas), que reúne 26 empresas. Segundo a entidade, as empresas do setor não dispunham de um local regularizado para destinar os materiais recolhidos no município.
“Esta entrega representa o início de uma nova etapa para Marília, baseada na cooperação, na responsabilidade ambiental e no compromisso com as novas gerações”, afirmou a presidente da associação, Alessandra Jorge.
O projeto foi desenvolvido pelas secretarias municipais do Meio Ambiente e Serviços Públicos e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com as empresas responsáveis pela coleta de entulhos.
Durante a inauguração, o prefeito Vinicius Camarinha afirmou que a nova estrutura permitirá conciliar a atividade econômica das empresas com a proteção ambiental, a saúde pública e a qualidade de vida da população.
“Resolver esse problema é, antes de tudo, garantir mais qualidade de vida para as famílias de Marília e assegurar que estas empresas que atuam no descarte de resíduos da construção civil possam trabalhar e crescer junto com o município”, declarou.
Além de centralizar o descarte, o aterro deverá ampliar o controle sobre a destinação dos resíduos e contribuir para a redução de depósitos irregulares em terrenos, vias públicas, estradas rurais e áreas de preservação.
AUTORIZAÇÃO /A implantação da unidade exigiu estudos ambientais e arqueológicos. Como Marília está localizada em uma região com ocorrência de sítios arqueológicos, o projeto precisou receber o aval do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
O aterro também passou por processo de licenciamento na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Segundo a Prefeitura, a unidade já possui licença provisória de operação e recebeu a vistoria final necessária para a emissão da licença definitiva.
O secretário municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos, Mário Rui Andrade de Moura, afirmou que esta é a primeira área de Marília destinada especificamente aos resíduos da construção civil a passar pelo processo de licenciamento ambiental.
“Nunca houve no município uma área devidamente licenciada pela Cetesb para receber os resíduos da construção civil. Estamos dando um passo definitivo para que a cidade cresça com responsabilidade ecológica”, disse.
INVESTIMENTO /O município também deverá instalar no aterro um equipamento destinado à trituração de concreto e pedras. Avaliado em R$ 1,5 milhão, o britador permitirá transformar parte dos resíduos recebidos em brita reciclada.
O material poderá ser reaproveitado na conservação dos aproximadamente 550 quilômetros de estradas rurais existentes no município. A medida deverá reduzir a necessidade de aquisição de novos materiais e ampliar o reaproveitamento dos resíduos gerados pela construção civil.
Segundo o secretário municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Leonardo Mascarin, a expectativa é de que o equipamento comece a funcionar em cerca de 90 dias.
“Com esta iniciativa, nós vamos cuidar do meio ambiente e das nossas estradas rurais. Em cerca de 90 dias, creio que já teremos este equipamento funcionando aqui no aterro”, declarou.
A Prefeitura informou ainda que pretende implantar uma usina para o tratamento de resíduos orgânicos.