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Polícia prende em Marília suspeito de matar e queimar gato em Garça

policia civil
Foto: O Dia

A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta sexta-feira (26), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 21 anos, investigado pela morte de um gato encontrado carbonizado nas dependências de um condomínio no Centro de Garça. O jovem, que havia sido preso em flagrante no dia do caso e solto após audiência de custódia, foi localizado em um apartamento no bairro Alto Cafezal, na zona Oeste de Marília.

A ordem de prisão preventiva foi expedida na última quarta-feira (24) pela 2ª Vara da Comarca de Garça. As diligências para a captura tiveram início após os policiais receberem informações de que ele poderia estar escondido em Marília. A equipe foi inicialmente ao apartamento de uma tia do investigado, no Centro da cidade, mas ele não estava no local.

Segundo a Polícia Civil, houve tentativa de negociação com o então advogado do suspeito, que teria informado que apresentaria o cliente voluntariamente à polícia. No entanto, a apresentação foi adiada sob a alegação de que o investigado estaria em crise de ansiedade, justificativa que, conforme a corporação, não foi acompanhada de atestado ou laudo médico.

Na tarde desta sexta-feira, o advogado informou aos policiais que havia sido destituído da defesa pelo próprio cliente. Depois disso, a Polícia Civil intensificou as buscas e o localizou em um imóvel na rua Bonfim.

Ao ser informado sobre o mandado de prisão, o investigado se trancou no apartamento e se recusou a abrir a porta, mas acabou sendo preso. Após a captura, ele foi submetido a exames cautelares no IML (Instituto Médico Legal) e encaminhado à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Marília.

RELEMBRE /O caso, classificado pelo magistrado responsável pela primeira soltura como de “altíssima carga de reprovabilidade”, teve grande repercussão. A ocorrência foi registrada no Condomínio Eldorado, em Garça, onde o corpo do animal foi encontrado carbonizado na churrasqueira da área de lazer por um porteiro.

Imagens do sistema de monitoramento registraram o suspeito segurando o animal pela cauda e o arremessando repetidas vezes contra as paredes antes de levá-lo para um ponto sem alcance das câmeras, onde o gato teria sido incendiado. Próximo à churrasqueira, a polícia localizou, na época, uma garrafa de óleo de cozinha e um galão com combustível.

Apesar de ter sido preso em flagrante naquele fim de semana, o investigado teve a liberdade provisória concedida no domingo seguinte, sem o pagamento de fiança, com o entendimento da Justiça de que ele era réu primário, possuía residência fixa e trabalho lícito.

Agora, com o cumprimento do mandado de prisão preventiva, o jovem permanece detido à disposição da Justiça.

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