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STF mantém prisão de policial penal acusado de atirar contra vizinho em supermercado de Marília

Foto: Reprodução/Vídeo

Em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, foi negado o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Gilson Júnior dos Santos. Com isso, foi mantida a prisão preventiva do policial penal, acusado de tentativa de homicídio qualificada por três circunstâncias dentro de um supermercado.

O caso começou em um episódio violento registrado no interior de um supermercado localizado na zona Norte de Marília, onde a vítima foi baleada em razão de conflitos anteriores de vizinhança. Ao recorrer ao STF, a defesa pedia a soltura do acusado, alegando falta de provas suficientes para justificar a prisão e defendendo que fatores como não ter antecedentes, ter endereço fixo e emprego ativo justificariam medidas alternativas à prisão.

Em seu voto, André Mendonça destacou que o STF já entende, em casos semelhantes, que a gravidade do crime — cometido em local de grande circulação de pessoas — e o fato de o acusado ter fugido são motivos suficientes para manter a prisão preventiva.

O ministro apontou ainda que o comportamento do acusado, ao fugir, impede que a prisão seja trocada por medidas mais brandas, e que o histórico de desavenças entre os envolvidos reforça o risco que ele representa. A Procuradoria-Geral da República também se manifestou pela rejeição do recurso, e o STF acatou esse parecer.

Denúncia do MP

O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra o policial penal Gilson Júnior dos Santos, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o vizinho Johnny da Silva Sarmento, em um crime ocorrido na noite de 15 de novembro de 2025, no interior de um estabelecimento supermercadista.

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu por volta das 19h, quando denunciado e vítima se encontraram por acaso em um dos corredores do local. O Ministério Público afirmou que os dois mantinham desavenças antigas, apontadas como o estopim para o ataque.

Conforme a investigação, Gilson iniciou uma discussão com Johnny e chegou a mostrar a arma de fogo que trazia consigo. Mesmo com a intervenção de um segurança do supermercado, o acusado teria sacado a pistola calibre 9 mm — classificada como arma de uso restrito — e efetuado ao menos 5 disparos, dos quais 3 atingiram a vítima na região abdominal, lombar e mão direita.

O local estava cheio devido ao feriado nacional da Proclamação da República, segundo o relatório policial, o que teria colocado diversos consumidores em risco, o que o MP também considera um agravante.

Após ser atingido e cair ao chão, Johnny ainda teria sido chutado pelo agressor, conforme indicam depoimentos e a denúncia. Na sequência, o acusado fugiu levando a arma utilizada, em um veículo registrado em seu nome.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital das Clínicas (HC), onde passou por cirurgia abdominal. Segundo o Ministério Público, o crime só não se consumou devido ao rápido atendimento médico, o que caracteriza a tentativa de homicídio.

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